Miriam Belchior: BB e Caixa são essenciais e não podem ser privatizados

Ex-ministra do Planejamento e ex-presidente do Banco Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior alerta sobre as supostas privatizações da Caixa e do Banco do Brasil na gestão ultraliberal de Jair Bolsonaro; segundo ela avalia "os bancos públicos são fundamentais para promover o desenvolvimento social e econômico do Brasil e não podem ser entregues à iniciativa privada"; Belchior ainda afirma que, "com exceção dos banqueiros, não somente os servidores serão prejudicados, mas toda a população"

Miriam Belchior: BB e Caixa são essenciais e não podem ser privatizados
Miriam Belchior: BB e Caixa são essenciais e não podem ser privatizados

247 - Ex-ministra do Planejamento e ex-presidente do banco Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior alerta sobre as supostas privatizações da Caixa e do Banco do Brasil na gestão ultraliberal de Jair Bolsonaro. Segundo ela aponta, "os bancos públicos são fundamentais para promover o desenvolvimento social e econômico do Brasil e não podem ser entregues à iniciativa privada".

Apesar de Jair Bolsonaro ter declarado nesta sexta-feira (30) que a privatização dos bancos na está na rota da privatização, Belchior afirma que "é só olhar os nomes que ele indicou pra presidir os dois bancos para tirar uma conclusão do que poderá acontecer".

Paulo Guedes recomendou a Bolsonaro, as indicações de Rubem Novaes para presidir o Banco do Brasil e de Pedro Guimarães para comandar a Caixa Econômica Federal. "São pessoas especializadas em privatizar", expõe.

A ex-ministra explica a importância social dos bancos públicos. "O Banco do Brasil financia as safras, a Caixa Econômica possui agências em rincões aonde bancos privados não chegam, lidam com a população de menor renda, tem juros mais reduzidos e financiam obras de empreendimento", elucida. "O Banco do Brasil e a Caixa são bancos que vão além do lucro, buscam o desenvolvimento do país". 

Não às privatizações

Belchior afirma que, com exceção dos banqueiros, não somente os servidores dos bancos serão prejudicados, mas toda a população. "Com as vendas das estatais, vamos concentrar mais ainda o sistema bancário brasileiro, gerando a redução da concorrência, criando oligopólios financeiros. A consequência disso será o aumento do financiamento", condena.

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