Monica de Bolle: privatizar na crise é irresponsabilidade fiscal

Para a economista e professora em Washington, nos EUA, os planos de privatizações do ministro Paulo Guedes não podem ser aplicados durante a pandemia de Covid-19. Ela afirmou ainda que, mesmo após a crise, a venda das estatais não ocorrerá. Assista na TV 247

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247 - A economista e professora da Universidade Johns Hopkins, em Washington, nos Estados Unidos, Monica de Bolle disse em comentário na TV 247 que as privatizações tão sonhadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não podem ser feitas durante a crise econômica e sanitária vivida pelo Brasil em decorrência da pandemia de Covid-19.

Para Monica, privatizar estatais em meio a uma crise é “irresponsabilidade fiscal”. Ela alertou que os ganhos com uma possível venda seriam muito inferiores por conta da crise na qual o País se encontra. “Pensar em privatização nesse ambiente de crise que não tem hora para acabar, porque a crise um dia passa, mas essa crise, em particular, vai ser uma crise prolongada, quando a gente sair da fase a aguda a gente vai entrar na fase crônica. Privatização durante crise é igual vender em xepa de feira, você vai vender os ativos públicos a preço de banana. Já não faz sentido a começar por isso, isso é sim uma irresponsabilidade fiscal, privatizar no meio de uma crise chama-se irresponsabilidade fiscal”.

A economista ainda deixou claro que o cenário pós-pandemia também não será favorável a privatizações, já que a economia global estará fragilizada. “Não cabe de maneira alguma e nem caberá. Como a crise vai se prolongar, não adianta imaginar que a gente vai ter um cenário super favorável em que as privatizações vão ocorrer, isso não vai acontecer. A economia mundial ainda vai estar em um estado muito ruim, os investidores ainda vão estar muito refratários a investimentos fora de área de conforto, não vão querer, certamente, ativos brasileiros”.

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