Mudança geral no Carrefour

Rede de varejo, que tem importante operao no Brasil, troca a cpula, cancela IPO e cria novo conceito de supermercados

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Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris – A dança das cadeiras volta a ameaçar o futuro do Carrefour. O grupo demitiu o diretor executivo encarregado de recuperar sua operação na França. Além disso, suspendeu uma controversa oferta inicial de ações de sua área de imóveis. James McCann deixa a empresa apenas 15 meses após ter sido escolhido para impulsionar as vendas no país. No seu lugar assumirá por enquanto ninguém menos que Lars Olofsson, o big boss do Carrefour. “As performances de nossos supermercados desde o segundo semestre de 2010 na França não estavam a altura de minhas ambições para o Carrefour. Eu decidi me dedicar mais ativamente porque o País é a prioridade de minhas prioridades”, disse Olofsson em entrevista ao jornal Echos. A França representa mais de 40% das vendas do grupo. Quetionado se essas constantes mudanças não vão afetar a imagem do Carrefour, o diretor geral é categórico : “Eu acredito que todo mundo entendeu que o grupo está implicado em uma profunda transforção. É uma etapa necessária para revelar seu pleno potencial.”

A empresa não informou o real motivo da saída de McCann. Mas fontes próximas ao ex-executivo da Tesco afirmam que ele não estava confortável com os planos de divisão dos ativos do grupo. Os dois principais acionistas do Carrefour, Bernard Arnault e Colony Capital, chegaram em 2007 com uma missão: economizar a qualquer custo. A última ideia era vender lojas para aproveitar o boom imobiliário, e principalmente, vender o setor de hard-discount, os supermercados Dia e Ed – estratégia que gerou a oposição de outros investidores. McCann teria se frustrado com essas pressões e saiu por não ter liberdade suficiente para fazer seu trabalho. Enquanto o conselho de administração do Carrefour tentava se entender, concorrentes como Auchan, Leclerc e Intermarché apostaram tudo no poder de compra dos franceses. Resultado : nesses últimos quatro anos eles comeram pouco a pouco a parte do Carrefour no mercado. As ações do grupo passaram de 50 a 30 euros nesse período.

Para reverter esse cenário, Olofsson decidiu apostar num novo conceito de vendas criado pelo grupo, o Carrefour Planet. Corredores mais largos e arejados, iluminação mais suave, melhor acústica para abafar o som ambiente e prateleiras mais baixas para visualizar melhor os produtos. Uma estrutura normalmente destinada a lojas de pequeno porte implantada em supermercados para seduzir mais clientes. Além disso, diversos serviços inovadores : um espaço de 3 mil metros quadrados com uma extensa variedade de queijos e presuntos, no espírito de mercearias italianas, bar de sushi, quiosques interativos para escolha de vinhos e um setor de beleza onde se pode até cortar o cabelo. “Nós estamos reinventado o supermercado, mas é preciso esperar o meio de 2012, quando teremos 90 Carrefour Planet na França, para sentir seus efeitos”, afirma Olofsson. O grupo pretende ainda aumentar a gama de produtos de marca própria de 25 % a aproximadamente 40 %, e propor uma maior variedade de itens não alimentícios.

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