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Mundo terá um ‘longo inverno’ depois da pandemia de coronavírus, diz economista

Para o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, é bem possível que o mundo posterior à pandemia seja pior do que o FMI projeta

Crise econômica (Foto: Sputnik)

247 - "A maior diferença da crise atual em relação à crise das hipotecas norte-americana, também conhecida por grande crise global (GCG) e que explodiu em setembro de 2008, é que a atual se iniciou no setor real da economia, enquanto a fonte da CGC foi o forte desequilíbrio nos bancos. Aquela foi uma crise financeira, fruto de regulação deficiente", escreve Samuel Pessôa na Folha de S.Paulo.

O economista argumenta que "na crise atual os mercados financeiros foram muito menos atingidos do que em 2008". Cita que a queda da Bolsa norte-americana entre janeiro de 2008 e março de 2009 foi de 52%, ao passo que na atual, "entre 12 de dezembro e 23 de março, a queda foi de 34%. Por aqui, a Bovespa caiu 60% em 2008, ante 47% no atual episódio".

[...] "Apesar de o impacto no setor financeiro ter sido muito menor, aparentemente o impacto na economia real da atual crise é, na melhor das hipóteses, equivalente ao da crise anterior".

[...] "É bem possível que o mundo posterior à pandemia seja pior do que o FMI projeta. De fato, o próprio Fundo considerou outros três cenários, todos eles piores do que o cenário básico. Em todos eles a taxa de crescimento da economia ainda seria negativa em 2021".

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