Na esteira da precarização do trabalho, Uninove demite supervisores para contratar autônomos

No rastro da destruição dos empregos propiciado por Temer e Meirelles, fisioterapeutas e enfermeiros contratados como supervisores na Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, foram convocados para uma reunião e informados que estavam sendo desligados; a Saaesp (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de São Paulo) confirmou que 130 homologações da Uninove foram marcadas para o mês de agosto; os supervisores afirmam estarem sendo substituídos por profissionais autônomos e acreditam que a suposta troca foi facilitada pelas mudanças na legislação trabalhista

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247 - No fim do recesso escolar, fisioterapeutas e enfermeiros contratados como supervisores na Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, foram convocados para uma reunião e informados que estavam sendo desligados. A Saaesp (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de São Paulo) confirmou que 130 homologações da Uninove foram marcadas para o mês de agosto. Os supervisores afirmam estarem sendo substituídos por profissionais autônomos e acreditam que a suposta troca foi facilitada pelas mudanças na legislação trabalhista.

"A universidade afirma que não há ligação entre os cortes e as novas leis. O Saaesp informa que as homologações só foram agendadas porque, ao renovar recentemente a convenção coletiva da categoria, conseguiu manter uma cláusula que garante sua realização, uma vez que a reforma trabalhista acabou com a obrigatoriedade desse procedimento. Segundo a entidade, é importante ressaltar esse ponto porque "boa parte dos trabalhadores ignora a atuação dos sindicatos em questões que vão além da discussão do reajuste salarial".

A Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), por sua vez, questiona o fato de os funcionários desligados terem sido registrados pela Uninove como profissionais administrativos porque, de acordo com a instituição, a supervisão de estágio é compatível com a prática docente. Marcos Scalércio, juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, concorda com essa avaliação. Segundo ele, embora a lei do estágio não diga explicitamente que o supervisor precisa ser um docente, 'esse é um papel que somente um professor pode desempenhar'."

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