Não existe caixa-preta no BNDES, diz Paulo Rabello

Na visão do economista, não existe caixa-preta a ser aberta no BNDES, apesar do discurso do governo que reverbera nas mídias sociais na internet; para ele, a caixa-preta tornou-se uma repetição insistente do governo Bolsonaro

Paulo Rabello
Paulo Rabello (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O engenheiro Gustavo Montezano, apontado pelo governo para ser o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), terá que enfrentar uma "escolha de Sofia" - uma decisão difícil, tomada sob pressão -, no entendimento do ex-presidente da instituição de fomento, Paulo Rabello de Castro. "A escolha se dará entre ser um gestor público, honrando o nome do pai dele [Roberto Montezano] ou ser mais um pau mandado", disse Rabello, que presidiu o BNDES no governo de Michel Temer. A reportagem é do Portal Valor Econômico. 

Na visão do economista, não existe caixa-preta a ser aberta no BNDES, apesar do discurso do governo que reverbera nas mídias sociais na internet, disse Rabello. Para ele, a caixa-preta tornou-se uma repetição insistente do governo Bolsonaro. Rabello diz que na sua gestão no banco, de onde saiu em março de 2018 em um projeto de pré-candidatura à Presidência da República, procurou fazer uma análise detalhada para entender como o BNDES funciona e opera. Diz que queria saber se o banco era falho em alguns aspectos ou se faltavam controles. O resultado dessa análise foi a publicação do Livro Verde, relatório sobre as atividades do banco. O livro foi publicado em 2017, quando o BNDES completou 65 anos, e se constitui em uma defesa do trabalho "íntegro" da instituição, nas palavras do próprio Rabello, na introdução do trabalho.

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