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Economia

No dia da festa do real, tucanos tocam o terror

No mesmo dia em que, no Senado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves celebraram os vinte anos do Plano Real, dois proeminentes economistas tucanos dispararam contra a política econômica; Ilan Goldfajn, que foi diretor do BC no governo FHC e hoje é economista-chefe do Itaú, jogou contra o País: “conto com o rebaixamento”, disse ele, referindo-se à suposta redução da classificação do risco-Brasil, já negada pelas agências internacionais; Edmar Bacha afirmou também que Aécio, se eleito, terá que promover o “desfazimento” da política econômica atual; é guerra

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No mesmo dia em que, no Senado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves celebraram os vinte anos do Plano Real, dois proeminentes economistas tucanos dispararam contra a política econômica; Ilan Goldfajn, que foi diretor do BC no governo FHC e hoje é economista-chefe do Itaú, jogou contra o País: “conto com o rebaixamento”, disse ele, referindo-se à suposta redução da classificação do risco-Brasil, já negada pelas agências internacionais; Edmar Bacha afirmou também que Aécio, se eleito, terá que promover o “desfazimento” da política econômica atual; é guerra (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Os tucanos se pintaram para a guerra. Nesta terça-feira, no mesmo dia em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) celebraram os vinte anos do Plano Real, dois imporantes quadros do partido aproveitaram a data para alardear terrorismo econômico.

O primeiro foi Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central no governo FHC e atual economista-chefe do Itaú, banco que tem adotado posições políticas cada vez mais oposicionistas. Depois de malhar o Brasil em Davos, Ilan jogou mais uma vez contra o País, ao prever o rebaixamento da economia brasileira – o que já foi negado sucessivas vezes por agências de classificação de risco.

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"Conto com o rebaixamento, mas não necessariamente esse ano", disse ele. "Pode ser em dezembro, pode ser em janeiro”, Segundo Ilan, o Brasil será rebaixado em razão da suposta fragilidade das contas fiscais. Embora o governo tenha anunciado a meta de superávit primário de 1,9% do PIB, o economista do Itaú afirmou que a mesma não será cumprida. “Atingir o primário de 1,9% do PIB neste ano é difícil, sobretudo pela redução do ritmo do crescimento”, afirmou.

"Desfazimento" da política econômica

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Outro que bateu duro na economia foi Edmar Bacha, um dos “pais do Plano Real”. Segundo ele, caso seja eleito, Aécio Neves terá que promover o “desfazimento” de tudo que foi realizado nos últimos anos – Bacha não deixou claro se isso também se refere à queda do desemprego de 12% para 4,8%, a taxa mais baixa da história.

"Nós antes tínhamos um Plano Real para combater a inflação, agora precisamos de um Plano Real para combater os preços surreais”, disse ele.

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Segundo Bacha, a economia brasileira está totalmente desarrumada. “Acho que tem dois conjuntos de providência. Uma é arrumação da casa, é preciso voltar a ter credibilidade fiscal. É preciso ter melhor controle sobre a expansão dos bancos públicos, restaurar a capacidade de investimento da Petrobras. É um pouco tirar as amarras que foram criadas ao longo desses anos, tanto do ponto de vista fiscal quanto dos investimentos.”

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