Nordeste sofre mais com crise econômica

O Nordeste teve o pior desempenho econômico entre as cinco regiões do Brasil: a economia encolheu 6,1% nos quatro trimestres encerrados em setembro; o resultado fica bem abaixo da média nacional, de 4,4% no período; para economistas, a região demorou mais a sentir os efeitos da crise do que o Sul e o Sudeste, mas agora se encontra em um equilíbrio delicado, com forte piora do mercado de trabalho e agravamento da situação fiscal de Estados e municípios; em todos os trimestres do ano a economia nordestina encolheu mais de 1%

Praia Nordeste
Praia Nordeste (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O Nordeste teve o pior desempenho econômico entre as cinco regiões do Brasil: a economia encolheu 6,1% nos quatro trimestres encerrados em setembro. O resultado fica bem abaixo da média nacional, de 4,4% no período. Para economistas, a região demorou mais a sentir os efeitos da crise do que o Sul e o Sudeste, mas agora se encontra em um equilíbrio delicado, com forte piora do mercado de trabalho e agravamento da situação fiscal de Estados e municípios. Em todos os trimestres do ano a economia nordestina encolheu mais de 1%.

As informações são de reportagem do Valor. 

"No restante do país, os números não são muito mais animadores. Nenhuma das cinco regiões cresceu no período. No terceiro trimestre, o PIB do Norte, bastante afetado pelo desempenho ruim da indústria local, caiu 1,75% em relação ao anterior, feito o ajuste sazonal, enquanto o do Centro-Oeste encolheu 1,3%, sob efeito da colheita fraca da safrinha de milho, afirma Leopoldo Gutierre, economista da 4E. Também devido ao resultado ruim do setor agropecuário, o PIB da região Sul caiu 0,8%.

A atividade no Sudeste teve ligeira melhora na passagem do segundo para o terceiro trimestre, mas sem evitar queda do PIB, ao passar de um recuo de 0,15% para 0,11% no período.

O desempenho do Sudeste poderia ter sido um pouco melhor se não fosse o Rio de Janeiro. Em meio a uma enorme crise fiscal, com atrasos de salários e pagamentos a fornecedores, nem mesmo a realização da Olimpíada em agosto foi capaz de dar ânimo à economia. O PIB do Estado caiu 1,5% no terceiro trimestre, de acordo com os cálculos da 4E.

Ao contrário do que se esperava, porém, não foi a indústria que segurou o desempenho do PIB do Sudeste. A paralisação em fábricas da Volskwagen, por causa da falta de peças, teve efeito bastante negativo sobre o setor manufatureiro em São Paulo, no qual ficam três das quatro fábricas da montadora no país. No Estado, a produção do setor caiu 1,4%, enquanto na região a queda foi de 1% no terceiro trimestre, em relação aos três meses anteriores, com ajuste sazonal."

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