Nova CPMF de Guedes será mais ampla do que o antigo imposto do cheque

O ministro da Economia Paulo Guedes tenta maquiar como "imposto digital" o novo tributo sobre transações financeiras. A tentativa de diminuir o impacto negativo não consegue esconder que a cobrança do novo imposto vai doer mais no bolso da população do que a antiga CPMF

Paulo Guedes
Paulo Guedes (Foto: Tânia Rêgo - ABR)
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247 - O novo tributo sobre transações financeiras que será proposto pelo governo para incidir sobre saques em dinheiro pode ter um espectro de cobrança mais amplo do que a extinta CPMF.

O Ministério da Economia ainda está formatando o modelo. O escopo é aumentar a arrecadação do governo para diminuir o rombo fiscal. 

Reportagem dos jornalistas Bernardo Caram e Thiago Resende na Folha de S.Paulo mostra que embora o foco seja alcançar operações digitais, um interlocutor do ministro afirma que os saques também serão taxados.

O governo poderá cobrar também transações interbancárias, investimentos e até operações entre contas de mesma titularidade, algo que era isento enquanto vigorou a CPMF.

A análise feita no momento prevê incidência sobre o que vem sendo chamado de transações externas, como saques, compras em lojas e na internet, pagamentos de boletos ou contas e operações digitais.

Quando vigorou no país, entre 1997 e 2007, a CPMF incidiu sobre as movimentações financeiras, mas com exceções. Havia isenção para negociações de ações na bolsa de valores, transferências entre contas correntes de mesma titularidade e saques de aposentadorias, seguro-desemprego e salários, informa a reportagem.

Nos bastidores pessoas ligadas ao ministro tratam a nova contribuição sobre pagamentos como “o novo antigo imposto”.

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