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"O Brasil não será membro efetivo da Opep nunca porque não queremos. O que queremos é influir", diz Lula

'A participação na Opep+ é para a gente discutir a necessidade de investirem para ajudar os países pobres do continente africano, da América Latina, da Ásia', disse Lula

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante conferência climática da ONU COP28, em Dubai 01/12/2023 (Foto: REUTERS/Thaier Al Sudani)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (3), em Dubai, que “O Brasil não será membro efetivo da Opep nunca porque nós não queremos. Agora, o que nós queremos é influir". A declaração de Lula foi feita em após ele ser questionado por repórteres se não era um contrassenso o Brasil se filiar a Opep+, bloco que reúne os 13 países da Opep e outros dez países observadores, ao mesmo tempo em que planeja se firmar como potência ambiental global.

“O observador vai para ouvir e vai para dar palpite. E por que é importante para o Brasil participar? É verdade que nós precisamos diminuir o combustível fóssil, mas é verdade que nós precisamos criar alternativa. Então, antes de acabar, você precisa oferecer à humanidade uma opção. A participação na Opep+ é para a gente discutir com a Opep a necessidade investirem um pouco do seu dinheiro para ajudar os países pobres do continente africano, da América Latina, da Ásia”, disse Lula ao deixar o hotel em que ficou hospedado durante a COP28 antes de embarcar para Berlim, Alemanha. >>> Lula confirma entrada do Brasil na Opep+

A decisão final do Brasil sobre sua participação na Opep+ será tomada em junho do próximo ano, durante uma reunião em Viena, onde o país poderá assumir um papel de membro observador, posição que permitirá ao Brasil participar das reuniões sem a obrigação de seguir as cotas de produção. O país é o maior produtor de petróleo da América do Sul, com uma produção de 4,66 milhões de barris de óleo equivalente por dia (incluindo petróleo e gás) em setembro.