O calote está próximo?

Termina, mais uma vez sem acordo, a reunio emergencial entre Obama e representantes dos partidos Republicano e Democrata; faltam apenas sete dias para a moratria

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247 - Mais uma vez, terminou sem acordo a reunião emergencial convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para elevar o teto da dívida americana, que hoje está em US$ 14,3 trilhões. Se isso não ocorrer até 2 de agosto, os Estados Unidos não terão como honrar seus compromissos internos e externos, o que, na prática, significará uma moratória.

A reunião de emergência deste domingo envolveu o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi e aconteceu na Casa Branca. Os republicanos aceitaram apenas uma elevação temporária do teto da dívida, o que foi rechaçado por Obama. De acordo com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, as consequencias de uma moratória americana seriam "inimagináveis". O Brasil, com mais de US$ 200 bilhões em títulos americanos, é um dos maiores credores dos Estados Unidos.

O chefe de gabinete da Casa Branca, Bill Daley, disse na tarde de hoje que a solvência dos Estados Unidos já foi prejudicada pela prolongada discussão sobre como aumentar o teto da dívida norte-americana, com o governo de Obama se preparando para a volatilidade dos mercados financeiros ainda hoje.

"Você tem os mercados em todo o mundo prontos para agir", afirmou ele ao programa "Meet the Press", da NBC. "É hora de trazer alguma certeza para o sistema". Daley, em entrevista ao "Face the Nation", da CBS, previu "dias estressantes chegando para os mercados do mundo e o povo americano". Mais cedo, o líder da Câmara dos Representantes (deputados), o republicano John Boehner, afirmou que é muito cedo para saber se um acordo bipartidário para elevar o teto do endividamento norte-americano é possível.

O líder da Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos, John Boehner (republicano por Ohio) disse no começo da noite de hoje que "não é possível" uma "grande barganha" com o presidente dos EUA, Barack Obama, a respeito do aumento do teto de endividamento do governo americano.

Boehner deu as declarações a representantes republicanos em uma teleconferência e alertou que alguns deles precisam aceitar sacrifícios em um projeto final, informou uma fonte familiarizada com as negociações. Esse projeto dos republicanos, segundo ele, seria desenhado amanhã.

A teleconferência de Boehner com seus colegas aconteceu no contexto do líder atualizar os republicanos sobre a situação das negociações com os democratas para o aumento do teto da dívida. A fonte afirma que Boehner falou aos seus correligionários que o caminho para um acordo não passa apenas por ele e por Obama, mas passará por um projeto de lei enviado a Obama.

Ele afirmou que terá mais detalhes sobre como será esse plano amanhã, mas afirmou aos representantes que o projeto será parecido com um plano aprovado pela Câmara na semana passada. O projeto aprovado foi derrubado no Senado.

A nova proposta extrairia cortes mais profundos e imediatos no orçamento do governo federal americano, frearia gastos futuros e também determinaria que um aumento no teto de endividamento estará condicionado à aprovação no Congresso de uma emenda, a qual exigirá que a Casa Branca equilibre o orçamento.

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