O Pix é seguro? Veja 11 respostas sobre fraudes

BC definiu requisitos mínimos, mas ainda há muitas questões em aberto; especialistas explicam o que já sabemos sobre a segurança do Pix até aqui

Aplicativo Pix é um novo jeito de fazer pagamentos, transferências e receber dinheiro desenvolvido pelo Banco Central
Aplicativo Pix é um novo jeito de fazer pagamentos, transferências e receber dinheiro desenvolvido pelo Banco Central (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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InfomMoney - Em apenas cinco dias, 24,8 milhões de chaves foram cadastradas no Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC).

O Pix vai permitir fazer transferências instantâneas, 24 horas por dia, todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados, entre outros serviços – tudo isso usando apenas o smartphone e de graça para pessoas físicas. Não à toa, a novidade empolgou muita gente.

Mas, se por um lado os custos baixos e a praticidade do novo sistema geraram, logo de cara, um interesse maior do que os próprios bancos previam – o que gerou instabilidades no primeiro dia de cadastro -, por outro também despertaram questionamentos em relação à segurança. Milhares de comentários em redes sociais e em notícias sobre o Pix evidenciaram o receio do brasileiro de usar uma nova ferramenta totalmente digital para movimentar seu dinheiro.

Mas quais temores fazem sentido e quais podem ser considerados um exagero? O InfoMoney contatou especialistas no assunto para desmistificar teorias da conspiração e explicar quais são os riscos que realmente exigem atenção. Veja a seguir.

1) O Pix é seguro?

O BC divulgou um manual de segurança, com os requisitos básicos que os bancos e demais instituições financeiras participantes precisam seguir.

“O Pix conta com os mesmos protocolos de segurança do Sistema Financeiro Nacional que já usamos hoje, e que também servem para TEDs e DOCs”, explicou o BC em nota, acrescentando que as transações contam ainda com as camadas de segurança oferecidas pelas próprias instituições financeiras por meio dos celulares, como biometria, reconhecimento facial e outras.

Na prática, as transações e os dados dos usuários devem ser protegidos por duas medidas de segurança principais: a criptografia e a autenticação, que obrigatoriamente devem fazer parte dos procedimentos adotados pelos agentes financeiros participantes do Pix para evitar fraudes e prejuízos financeiros aos usuários. “São medidas já amplamente usadas para outros meios de pagamentos”, diz Marcelo Martins, representante da ABFintechs, que faz parte do grupo de trabalho do Pix no BC.

O que é criptografia?

A criptografia pode ser definida como a construção de protocolos que impedem terceiros de lerem mensagens privadas. No caso do Pix, especificamente, impede que cibercriminosos consigam absorver ou interceptar informações de uma transferência enquanto ela está sendo enviada de uma ponta à outra, conforme explica Marcos Zanini, CEO da Dinamo Networks, empresa especializada em segurança de identidade digital e criptografia.

Como funciona a autenticação?

Já a autenticação serve para confirmar se as identidades do cliente e do agente financeiro são verdadeiras. No caso do cliente, a maneira mais comum de fazer isso é por meio da autenticação de dois fatores, processo já utilizado pela grande maioria dos agentes financeiros participantes do Pix, segundo Martins.

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