O que você vai ser depois dos 40?

Como enfrentar (e aproveitar) as inquietudes que surgem com a meia-idade



Quando criança, ou até mesmo no período da adolescência, uma pergunta que muitos pais e adultos fazem é: O que você vai ser quando crescer? Mas, com o passar do tempo e o avanço na idade, esta interrogação tende a desaparecer do nosso repertório de questionamentos. Simplesmente nos acomodamos com o ingresso no mundo adulto – reconhecidamente bastante desafiador - e com o universo do trabalho, priorizando a concentração e foco no desenvolvimento de uma carreira profissional. Preferencialmente em uma grande organização que nos transmita a sensação de segurança e o orgulho de a ela pertencer.

Esta, e outras tantas questões da vida adulta, me levaram a escrever um livro: “Tempo a favor – O que você vai Ser, Ter e Parecer após os 40?”. Este artigo explora algumas questões sobre o tema. Com os sinais que o avanço da idade nos provoca, começam a surgir novas inquietudes. Mas o que tende a ocorrer, na maioria das vezes, é que as pessoas procuram concentrar-se em algum tipo de planejamento sobre o que será necessário TER,(no sentido de possuir).Para agravar este despreparo, o nosso sistema educacional – e a própria educação familiar -, não  orientam para um processo mais reflexivo, onde as necessidades do SER também possam fazer parte de um planejamento de vida, pessoal e profissional.

Na tentativa de alertar os profissionais e executivos, vinculados ao mundo corporativo, para a importância de se apropriarem da sua “biografia”, relaciono abaixo algumas questões que podem ser úteis, em diferentes etapas e papéis que a vida nos proporciona:

  • O que eu quero SER quando chegar aos 40 anos de idade? (Considere que esta etapa pode representar a fase intermediária do tempo médio da nossa vida, segundo os últimos estudos relativos aos índices de longevidade da população, tanto brasileira como mundial.
  • O que quero SER quando eu não mais puder desfrutar do sobrenome e prestígio organizacional que a empresa me “empresta” enquanto nela permanecer? (Boa parte dos profissionais e executivos se ilude, imaginando que o prestígio dos cargos ocupados é seu. Alguns só percebem este engano quando constatam que são apenas indivíduos comuns e mortais ao se tornarem nada mais do que um “ex”.)
  • O que devo SER quando os filhos crescerem, e ganharem sua autonomia, inclusive se afastando da casa dos pais? (O fascínio exercido pelo papel de pais impede que muitos compreendam que sua missão é preparar filhos para a vida, e não para sua egoísta satisfação reprodutora. Os filhos têm o direito à busca da realização dos seus sonhos. Não o dos seus pais).
  • Que tipo de cônjuge, ou companheiro(a), devo SER quando as fases da vida de cada um forem se alterando? (Discutir a relação não é uma prática muito comum entre parceiros. Os modelos de relacionamento se esgotam. Eles exigem renovação, tolerância e muito diálogo de forma a permitir manter viva, e com afeto, as razões para permanecerem juntos, ao longo das futuras, e diferentes etapas da vida.)
  • O que pretendo SER quando minha aposentadoria chegar? ( A primeira observação importante relacionada a este tema é que não se deve “esperar” que a aposentadoria chegue. O preparo para esta fase deve iniciar bem antes. Preferencialmente ainda no auge da carreira, quando o entusiasmo com as conquistas profissionais pode encobrir fracassos em outros papéis, como o conjugal, familiar, social, cidadão, etc. Considere que, quando o papel profissional -vínculo empregatício - diminuir de importância na sua vida, os demais devem emergir como substitutos e vitais).

Este conjunto de questões pode servir apenas como um “roteiro” inicial para algumas reflexões. A maior ou menor importância para cada uma delas vai depender da fase de vida em que você se encontra. Infelizmente vivemos em uma sociedade que cada vez mais valoriza apenas o TER e o PARECER, em detrimento da capacidade de SER. E muito especialmente a necessidade de se renovar em todas estas dimensões. Cuide para que isto não esteja ocorrendo com você. 

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Leia e releia este artigo. Mas, acima de tudo, aproprie-se da sua história.E para tanto considere seu passado, presente e futuro.

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