O retorno da cautela às bolsas

Dados da China sugerem aperto monetrio, greve na Grcia e notcias corporativas inibem apetite pelo risco do investidor. AIG far nova oferta de aes nos EUA

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Lu Miranda_247- Quem aproveitou o breve alívio de ontem nos mercados, se deu bem. Nesta quarta-feira 11, volta o clima de cautela visto nos últimos dias nas bolsas em todo o mundo. Ontem à noite, a China divulgou mais dados da economia. A produção industrial daquele país desacelerou em abril para 13,4%, de 14,8% em março. Já a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) no mês desacelerou a 5,3%, mas veio acima do esperado. A inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) ficou em 6,8% em abril. Dados que reforçam o medo dos investidores de uma alta de juros na China que poderiam comprometer a compra de matéria-prima de outros países. Quem importaria na mesma escala que os chineses? Esta preocupação domina os mercados. Além disso, na Grécia, há greve dos servidores públicos para protestar contra as novas medidas de austeridade do governo.

E, apesar de hoje ser um dia fraco de indicadores financeiros, os poucos que vieram, não animaram. No Reino Unido, o déficit comercial cresceu mais do que o esperado em março, apesar de um recorde na exportação de petróleo. As exportações gerais caíram 0,5%, para 24,9 bilhões de libras, enquanto as importações subiram 1,7%, para 32,6 bilhões de libras.

Nos Estados Unidos, a seguradora American International Group (AIG) anunciou o início de uma oferta de US$ 8,89 bilhões em ações, numa operação muito menor do que a esperada por autoridades do Departamento do Tesouro. A AIG vai oferecer 100 milhões de ações, enquanto o governo norte-americano oferecerá 200 milhões de ações. Os planos de venda de ações da AIG vão indicar se o governo dos EUA conseguirá deixar com lucro a fatia de 92,1% que possui na seguradora, que recebeu ajuda estatal durante a crise global. Ainda nos EUA, foi divulgado déficit comercial maior em março a 6% para US$ 48,18 bilhões, de US$ 45,44 bilhões em fevereiro.

Diante dos fatos, as bolsas em Nova York têm perdas moderadas, refletindo cautela dos investidores. Na Europa, índices em direções opostas. Aqui no Brasil, o Ibovespa perde mais. Por volta das 11h, a queda era de 1,15%.

Entre as maiores perdas, estavam Gol (GOLL4) com 3,42% negativos, Duratex (DTEX3) com perdas de 2,82%, OGX (OGXP3) com queda de 2,55%, Rossi Residencial (RSID3) com desvalorização de 2,53% e BM&FBovespa (BVMF3) em baixa de 2,47%. No caso da Gol, o impacto foi do balanço do primeiro trimestre, com resultados abaixo do esperado.

Nas maiores altas do dia, JBS Friboi (JBSS3) com ganho de 2,85%, Hypermarcas (HYPE3) com valorização 2,15%, Redecard (RDCD3) com alta de 1,26%, MMX (MMXM3) com ganho de 0,77% e América Latina Logística (ALLL3) com 0,64% positivo. JBS e MMX também divulgaram balanços que agradaram os investidores.

Um indicador antecedente brasileiro (que antecede a economia em alguns meses) não veio nada bom esta manhã. O desempenho da indústria brasileira de papelão ondulado piorou em abril, segundo dados da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). As vendas do setor somaram 204,849 mil toneladas, o que representa uma retração de 5,94% sobre março e de 1,57% em relação a abril de 2010.

Na Ásia, as bolsas refletiram preocupação com a economia chinesa. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda, sob o temor de novas medidas de aperto monetário na China e o índice Hang Seng caiu 0,2%. Na Bolsa de Xangai, na China, o índice Xangai Composto caiu 0,3% e o índice Shenzhen Composto subiu 0,2%. O índice Kospi, da Bolsa de Seul, na Coréia do Sul, registrou alta de 1,3%. A Bolsa de Tóquio fechou em alta, ante um iene mais fraco e alguma diminuição das preocupações com os canais de suprimento da economia japonesa. O índice Nikkei 225 avançou 0,5%.

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