“Obras em aeroportos são urgentes”

A descoberta de Miriam Belchior, ministra do Planejamento. S agora ela percebeu?

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A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, admitiu hoje a preocupação do governo com o cumprimento dos prazos das obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e disse que os desafios no setor aeroportuário são urgentes. "Tudo nos preocupa, porque queremos fazer um evento de máxima qualidade, mas os desafios na área de transporte são muito maiores que a Copa do Mundo", afirmou a ministra, em entrevista à imprensa após o seminário Infraestrutura de Transporte no Brasil, realizado na capital paulista. Segundo os critérios da Fifa, toda a infraestrutura do País que sedia a Copa do Mundo deveria estar pronta para ser testada na Copa das Confederações, que ocorre um ano antes da Copa do Mundo, ou seja, em 2013. Faltam dois anos.

Segundo a ministra, a necessidade de ampliar aeroportos não está ligada apenas à Copa de 2014, mas também à grande demanda surgida com o sucesso econômico do Brasil. Por isso, o governo está preocupado, além de ampliar a infraestrutura dos aeroportos em melhorar as malhas rodoviária, ferroviária e hidroviária para garantir o escoamento de safra agrícola e dar condições para que o País continue crescendo.

Miriam apontou como pontos mais críticos os aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (Campinas-SP) e Guarulhos (SP), que receberão concessões administrativas para terminais de passageiros como forma de terem as ampliações concluídas a tempo para a Copa. "Em aeroportos, temos pressa e por isso acreditamos que fazer a concessão desses terminais, os mais críticos, vai nos dar as obras de que precisamos até dezembro de 2013."

Questionada sobre se houve lentidão do governo federal no diagnóstico dos problemas do setor, a ministra admitiu que o ritmo não foi o desejado. "De fato, andou menos do que a gente gostaria", afirmou, antes de ressaltar que mesmo assim o governo está tomando as medidas para melhorar essa infraestrutura, como construção de módulos operacionais nos aeroportos, concessão administrativa de terminais de passageiros nos três destinos mais críticos e a reestruturação da Infraero, que pode iniciar processo de abertura de capital. "Esses conjuntos de medidas garantirão as condições para atendermos bem os usuários", afirmou.

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