Oi em busca da simplificação

Aes da Brasil Telecom sero unidas em uma s na bolsa e investidores correm para aumentar o valor de troca. Francisco Valim o preferido para assumir comando da operadora de telefonia

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247_Na primeira tentativa, rejeição. Agora, explosão. É dessa maneira que os investidores receberam a proposta da Brasil Telecom de agrupar suas três ações listadas na bolsa de valores em uma só. Em julho do ano passado, a tentativa de simplificação da estrutura foi rejeitada pelos acionistas minoritários, que não quiseram trocar suas ações por papéis da Oi. Na terça-feira 24, porém, os receios parecem ter sido colocados de lado. TNLP3, TNLP4 e TMAR5 acumularam valorização de 11,72%, 13,64% e 10,83%, comandando os maiores ganhos do Ibovespa no dia.

A alta pode ter sido exagerada, ainda mais pela instabilidade dos mercados nas últimas semanas. Mas motivos não faltaram para inflar a valorização dos papéis. Segundo comunicado da Brasil Telecom, as relações de troca nesse processo de simplificação serão baseadas no período de 29 de março a 24 de maio. Ou seja, os negócios da terça-feira foram os últimos para fechar o peso da relação de troca. Isso significa que quanto mais ganhos acumularem os papéis, melhor será para os acionistas.

Em até 180 dias, as três ações em negociação serão reduzidas a uma só, com o nome de Oi. A TNLP3, a TNLP4 e a TMAR5 serão convertidas em BRTO3 na proporção de 2,379, 1,842 e 3,181 ações, respectivamente. Os acionistas da Brasil Telecom, que já tinham ações antes da incorporação, receberão bonificação em ações da empresa equivalente a R$ 1,5 bilhão. O objetivo dessa unificação, que vai reduzir as três companhias abertas e as sete diferentes classes e espécies de ações negociadas em uma única empresa, dará liquidez e concentração de negócios para a companhia, que continuará na BM&FBovespa e na New York Stock Exchange (NYSE), mediante programa de ADR. A redução de custos e a apresentação de um só balanço são outros ganhos para a transparência da Oi com os acionistas.

A mudança da estrutura da Oi acontece em um momento de transformação da indústria de telefonia no País. A Tim acabou de ingressar no Novo Mercado e as ações da Vivo e Telesp serão unidas em uma só pelo Grupo Telefônica. Todas buscam a simplificação para se aproximar dos investidores. Além disso, as especulações de que Francisco Valim, ex-presidente da Net, será o novo comandante da companhia ganharam força. O nome agrada os minoritários e virou consenso entre os conselheiros.

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