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Olé: resgate de R$ 75 bilhões humilha a Espanha

Para socorrer os bancos espanhois, a União Europeia impôs condições duríssimas: reforma trabalhista, independência do banco central e aumento de impostos; o primeiro-ministro Mariano Rajoy aceitou, mas a pergunta é: os indignados que lotam as ruas de Madri irão aceitar?

Olé: resgate de R$ 75 bilhões humilha a Espanha (Foto: Edição/247)

247 – Campeões de tudo no futebol, os espanhois encontraram na “fúria” – apelido que dão à sua seleção – um motivo de orgulho. Algo absolutamente necessários nos dias atuais, em que o país enfrenta sua maior crise econômica.

Nesta terça-feira, foram divulgadas as condições do resgate de 30 bilhões de euros (cerca de R$ 75 bilhões), impostas pelo Banco Central Europeu, ao país governado pelo primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy.

Ao todo, são 32 exigências, que incluem pontos como: (1) independência do banco central espanhol, (2) reforma trabalhista, flexibilizando direitos e reduzindo o custo do trabalho no país, (3) reforma tributária, elevando impostos para que o país consiga honrar seus compromissos, (4) redução consistente do déficit público, (5) aumento da capitalização dos bancos espanhois e (6) auditoria permanente nas finanças das instituições financeiras do país.

Sem alternativa, Mariano Rajoy aceitou as condições impostas, sobretudo, por Angela Merkel. Mas todas essas medidas devem ampliar a recessão no país, incentivando novas marchas de indignados. Há mais de um ano, movimentos como o M-15 lotam as praças de Madri e outras cidades espanholas, em protesto contra a recessão econômica.

Cada vez mais, a Espanha se parece a um país sul-americano da década de 80 ou 90 (clique aqui e leia, em inglês, o documento com as condições impostas aos espanhois).