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Economia

Os vilões da inflação

Commodities agrcolas fazem o ndice oficial chegar a 6,3%em 12 meses, aproximando-se perigosamente do teto da meta do BC

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247_ A palavra é de origem inglesa e foi incorporada com muita facilidade ao vocabulário do mercado de capitais. “Commodity” ou no plural “commodities” representa as mercadorias que são comercializadas em larga escala entre países e, geralmente, são negociadas em bolsas de valores. Existem as commodities agrícolas, representadas pela soja, café, milho, açúcar e outros. Commodities metálicas a exemplo do ouro, cobre, alumínio etc. Commodities energéticas como o petróleo, o etanol, eletricidade e assim por diante.

O que traz mais a palavra para o nosso dia-a-dia é o noticiário. As commodities estão sendo apontadas como as “vilãs” do aumento da inflação no mundo. Principalmente, entre os países emergentes a exemplo da China e do Brasil. No país asiático, a alta dos preços atingiu níveis históricos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 5,4% em março no país, a maior alta desde julho de 2008.

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Aqui no Brasil, a inflação oficial verificada pelo IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, medido pelo IBGE, chega a 6,3% no acumulado de 12 meses. É quase o teto da meta do governo de 6,5%. O centro desta meta é de 4,5% com margem de alta e de baixa de 2%. Por isso, a situação é preocupante.

O economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, explica que a alta da inflação é motivada por dois fatores. Um deles é o crescimento na atividade dos países emergentes. Isso leva a um aumento natural do consumo por commodities pela população. Com demanda maior, os preços tendem a subir. O segundo motivo é menos direcionado às commodities e sim à política monetária. Após a crise financeira de 2008, os Estados Unidos adotaram uma política expansionista em que o governo coloca mais dólares no mundo para forçar a queda na cotação internacional. Desta forma, reduz as dívidas que têm no exterior, mas prejudica outros países na chamada “Guerra Cambial”. Outras moedas ficam mais valorizadas que o dólar. Além disso, o custo de produção nos outros países fica maior, há redução da oferta interna e, com economia aquecida, a grande procura por produtos gera alta dos preços.

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Neste contexto, os especuladores do mercado de capitais aproveitam para obter ganhos com os emergentes. Grandes fundos de investimentos apostam no aumento da procura por commodities pelos países emergentes. Aplicam nos contratos futuros de commodities nas bolsas de mercadorias em todo o mundo pressionando a alta exagerada das cotações dos produtos. “Apesar da palavra ‘especuladores’ parecer pejorativa, não estamos falando de vilões. O processo especulativo não é negativo. Trata-se, apenas, de agentes do mercado à procura de oportunidades de negócios. Algo normal.”, afirma Perfeito.

Turbulências políticas e catástrofes ambientais também agravam a situação. André Perfeito lembra a tensão na Líbia que elevou o preço do petróleo no mercado internacional. O país é grande exportador desta commodity e, com a produção ameaçada, os investidores especulam o aumento do preço do barril. Além disso, o terremoto e o tsunami no Japão que provocaram vazamentos de radiação em usinas nucleares colocaram em cheque a segurança oferecida por esta fonte de energia. Isso faz os preços de outras commodities de energia, como o petróleo e o carvão, ficarem ainda mais elevados.

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