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Otimista, Mantega vê PIB "um pouco" maior que BC

Guido Mantega, bastante animado, acredita que revisão para baixo do crescimento do PIB, feita pelo Banco Central, de Alexandre Tombini, pode não se concretizar; "Pode ser até que a gente consiga um pouco mais", disse o ministro da Fazenda, em São Paulo, sobre o crescimento projetado de 2,5%, contra 2,7% anteriormente; ele lembrou que alta acumulada nos últimos dez anos foi de 28%; para Mantega, País pode crescer economicamente mais 20% até 2022; "O investimento é um elevado multiplicador do PIB, é o que tem mais efeito na economia", declarou

Guido Mantega, bastante animado, acredita que revisão para baixo do crescimento do PIB, feita pelo Banco Central, de Alexandre Tombini, pode não se concretizar; "Pode ser até que a gente consiga um pouco mais", disse o ministro da Fazenda, em São Paulo, sobre o crescimento projetado de 2,5%, contra 2,7% anteriormente; ele lembrou que alta acumulada nos últimos dez anos foi de 28%; para Mantega, País pode crescer economicamente mais 20% até 2022; "O investimento é um elevado multiplicador do PIB, é o que tem mais efeito na economia", declarou (Foto: Roberta Namour)

247 - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu a semana dando um chega pra lá no pessimismo. Falando em São Paulo, nesta segunda-feira 30, ele afirmou que o Brasil poderá crescer em até 20% sua atividade econômica até o ano de 2022. E fez sua aposta num resultado de PIB, neste ano, maior que a projeção do Banco Central, que reduziu a expectativa de crescimento de 2,7% para 2,5%.  Mantega apoiou sua análise na capacidade da economia brasileira em atrair investimentos, "o grande  multiplicador do crescimento", conforme definiu.

Abaixo, notícias da Agência Brasil a respeito:

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou o resultado do Relatório Trimestral de Inflação, do Banco Central (BC), divulgado hoje (30). O documento reduziu a projeção de crescimento da economia, este ano, de 2,7% para 2,5%. Segundo o ministro, a situação da economia tem mostrado melhora.

"Como houve um bom resultado do segundo trimestre, pode ser até que a gente consiga um pouco mais. Mas, por enquanto, é melhor ficarmos com os 2,5% e ver o que acontece. Estou tendo indicações de que a situação econômica está melhorando gradualmente", disse ele.

O ministro disse que, em viagem aos Estados Unidos, constatou que a confiança dos investidores no país está voltando e que os leilões de energia e rodovias têm animado o investidor estrangeiro. "Podemos começar a acelerar nosso crescimento, mesmo porque as condições adversas da economia internacional estão melhorando. Elas vinham atrapalhando muito."

Sobre a projeção de 5,8% para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ele disse que o governo trabalha para pela queda da taxa. "O Banco Central faz sua parte e o Ministério da Fazenda faz a outra parte, reduzindo custos da economia, como nós temos feito", disse.

Edição: Talita Cavalcante

Fernanda Cruz

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou hoje (30) um crescimento de 40% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita entre 2013 e 2022, chegando ao valor de R$ 30 mil ao fim do período. Segundo o ministro, para isso seria necessária uma elevação de 4% no PIB, em média, e o investimento teria de crescer 7% ao ano, em média.

Ele destacou que o crescimento registrado de 2003 a 2012 foi 28%, sendo que o PIB per capita no país era R$ 16,6 mil em 2003 e passou para R$ 21,3 mil em 2012. Nessa época, o PIB cresceu 3,6%, e o investimento teve alta de 5,7%.

Mantega falou na capital paulista, na abertura do 10° Fórum de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), promovido em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e o

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O tema do encontro foi Estratégias para Dobrar a Renda Per Capita do Brasil em 15 Anos. “Para dobrar em 15 anos, precisa de muita estratégia. É uma meta ambiciosa, que poucos países conseguiram atingir nesse período de tempo”, disse o ministro.

Ele traçou um panorama sobre o crescimento do PIB per capita nos últimos dez anos. De acordo com Mantega, na década, houve investimento em capital humano, não apenas em produção e infraestrutura.

O novo ciclo de crescimento, destacou o ministro da Fazenda, será impulsionado, sobretudo, pelo investimento em infraestrutura. O governo foca no Programa de Concessões, que investe R$ 500 bilhões em setores como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e energia.

Ele lembrou que os leilões de energia e rodovias que estão em andamento têm como objetivo entregar a questão ao setor privado , que tem mais agilidade. “O investimento é um elevado multiplicador do PIB, é o que tem mais efeito multiplicador na economia”, declarou.

Para viabilizar investimentos, o país adotou medidas de redução de custo. O câmbio foi desvalorizado para favorecer o custo dos insumos, o país reduziu o custo da energia, minimizou o custo da elevação da mão de obra, por meio da desoneração da folha de pagamentos, e reduziu os custos financeiros (taxa de juros) e tributários (de impostos).

Edição: Graça Adjuto