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Economia

País será autossuficiente em derivados em 2020, prevê Petrobras

"O mercado de derivados no Brasil foi o que mais cresceu no mundo", disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em conferência com investidores, comentando a força do consumo no país; importações de combustíveis, necessárias para cobrir o atual déficit de produção, têm reduzido as margens de lucro da companhia

Um trabalhador verifica petróleo na plataforma Cidade Angra dos Reis no campo de Lula, cerca de 300 quilômetros da costa do Rio de Janeiro. A produção de petróleo da Petrobras no Brasil somou 1,965 milhão de barris diários em janeiro, volume 3,3 por cento (Foto: Gisele Federicce)
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RIO DE JANEIRO, 26 Fev (Reuters) - O Brasil deverá atingir a autossuficiência na produção de derivados de petróleo em 2020, estimou nesta quarta-feira a presidente da Petrobras.

As importações de combustíveis, necessárias para cobrir o atual déficit de produção, a preços mais altos que os de venda no mercado interno, têm reduzido as margens de lucro da companhia nos últimos anos.

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"O mercado de derivados no Brasil foi o que mais cresceu no mundo", disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, em conferência com investidores, comentando a força do consumo no país.

O Brasil deverá processar aproximadamente 3 milhões de barris por dia em 2020, contra cerca de 2 milhões de barris em 2013, segundo gráfico apresentado pela empresa em seu Plano Estratégico 2030.

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Até o final de 2016, a Petrobras pretende aumentar em 195 mil barris por dia a capacidade de produção de diesel, querosene e gasolina em seu parque de refino, por meio de um programa de aumento da capacidade e eficiência das unidades. No período, a empresa também deverá colocar em operação a refinaria Rnest, em Pernambuco, e parte do Comperj, no Rio de Janeiro.

A Petrobras registrou lucro líquido de 6,281 bilhões de reais no quarto trimestre de 2013, resultado que ficou acima das estimativas do mercado, beneficiado pelo aumento dos preços dos combustíveis no Brasil.

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Mas apesar dos reajustes dos combustíveis, a empresa continuou apresentando prejuízo na divisão de Abastecimento, uma vez que segue vendendo combustíveis no mercado interno a preços menores do que os de compra no exterior.

No quatro trimestre, as perdas líquidas da divisão foram de 5,46 bilhões de reais, ante 5,65 bilhões de reais no mesmo período do ano anterior. O prejuízo em Abastecimento em 2013 caiu para 17,76 bilhões de reais, contra 22,9 bilhões de reais em 2012.

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(Por Sabrina Lorenzi e Jeb Blount)

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