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Pandemia deixou países com recorde de endividamento

Diante da pandemia, ao longo do ano, governos e bancos centrais despejaram montanhas de dinheiro em suas economias para tentar minimizar o impacto econômico da crise sanitária

Carmen Reinhart (Foto: Carmen Reinhart)

247 - A pandemia da Covid-19 fez com que os países terminassem 2020 com níveis de endividamento recorde. Segundo a economista-chefe do Banco Mundial, Carmen Reinhart, isso pode causar uma crise financeira global, pois “o cenário em que nos encontramos não é sustentável”.

Reportagem do Estado de S. Paulo mostra que, diante da pandemia, ao longo do ano, governos e bancos centrais despejaram montanhas de dinheiro em suas economias para tentar minimizar o impacto econômico da crise sanitária.

De acordo com o Debtclock, um site norte-americano que registra o endividamento de alguns países, a relação dívida bruta pública em relação ao produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos foi para em 100,79%.

Pela primeira vez, a porcentagem ultrapassou 100%, o que não ocorria desde a 2ª Guerra Mundial. No Japão, 269,62%; na Grécia, 233,28%; na Itália, 162,30%; na França, 116,35%; no Canadá, 109,72%; e no Reino Unido, 108,08%. Desta forma, estes países devem mais do que produzem.

Enquanto o Brasil estava em 74,3% no ano passado, a dívida deve terminar o ano em 91% do PIB - o que revela também a falta de investimento do governo federal para combater a pandemia.

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que 90% dos países avançados estão com nível de endividamento muito maior agora do que na última recessão de 2008.