Para Serra, dinheiro do pré-sal é imaginário
Senador tucano, autor de projeto para enfraquecer papel da Petrobras na exploração do pré-sal, agora diz que dinheiro do recurso não existe e que não teremos royalties e outras receitas para a área social: “Enquanto o governo e seu ministro anseiam por dotar a educação com receitas imaginárias de petróleo, as verbas reais destinadas ao ensino vão sendo cortadas”; ele cita o alerta do economista italiano Vilfredo Pareto ao filósofo Benedetto Croce: “É preciso distinguir uma moeda de ouro de uma moeda imaginária”
247 – O senador tucano José Serra, que tem defendido projetos em tramitação na Câmara para abrir a exploração do pré-sal a empresas estrangeiras, agora afirma que o dinheiro do recurso é imaginário.
De sua autoria, o Projeto de Lei (PL), remove a obrigatoriedade de a Petrobrás ser a operadora única do pré-sal e bancar no mínimo 30% de todos os investimentos nessa área. “São encargos que a empresa não suporta no estado em que foi deixada pelos governos Lula-Dilma”, alega.
Para o tucano, não há royalties para serem destinados à educação: “O único campo do pré-sal já licitado pelo método da partilha é o de Libra, cujo operador único é a Petrobrás, dentro das regras atuais. Mas como ela não terá nenhuma condição de investir em novos campos nos próximos anos, não teremos aumentos de produção nem, por consequência, de royalties e outras receitas para a área social”.
‘Enquanto o governo e seu ministro anseiam por dotar a educação com receitas imaginárias de petróleo, as verbas reais destinadas ao ensino vão sendo cortadas. O que me faz repetir o alerta do economista italiano Vilfredo Pareto ao filósofo Benedetto Croce: “É preciso distinguir uma moeda de ouro de uma moeda imaginária; e se alguém afirmasse que não há diferença, proporia uma simples troca: eu lhe dou moedas imaginárias em troca de moedas de ouro”’, conclui (leia mais).