Pernambuco tem “sede” de mundo

Posso ver como mudou o sentimento dos europeus em relação aos brasileiros. Não existe mais a história de sermos tratados como país de terceiro mundo

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Anos após a conclusão de especializações em Direito do Trabalho - em Londres, posso ver como mudou o sentimento dos europeus em relação aos brasileiros. Na condição de Secretário do Governo, tive a oportunidade de cumprir missões internacionais por países estratégicos do Velho Continente, quais sejam: Inglaterra, Itália, Noruega, entre tantos outros. Hoje, olhamos de igual para igual, podemos encará-los de frente e ter a convicção de que somos uma potência respeitada nas áreas política e econômica. Afinal, somos lideranças do BRICs.

Durante esta semana, em compromisso firmado em Londres, pude mais uma vez concluir que a crise europeia fez “triplicar” o interesse dos investidores estrangeiros pelo Brasil. Pernambuco, em especial, cresce próximo dos índices asiáticos e surge como opção preferencial de diversos empreendedores. Ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e de secretários de estados com economias fortes - São Paulo e Minas Gerais -, apresentei as nossas potencialidades em seminário organizado pelo BNDES. O tema? Oportunidades de investimentos através de Parcerias Público-Privadas (PPPs). A Inglaterra vivenciou (a) há anos projetos nesse formato.

É tocante o assédio dos europeus. Eles apostam no nosso desenvolvimento como mola propulsora para o seguimento de seus mercados e de suas potências econômicas. E com isso vem o respeito. Não existe mais a história de sermos tratados como país de terceiro mundo. Entramos e saímos com a cabeça erguida.

A prova da nossa força está nas parcerias em grande escala. Não estamos fechando convênios que visam apenas a instalação de novas indústrias. Estamos impondo o modelo de desenvolvimento que almejamos. Queremos, sim, a implantação de fábricas de todos os polos, mas queremos a consolidação de todo um processo de modernização da nossa massa trabalhadora e a abertura de espaço para a qualificação dos pernambucanos. Nós damos as cartas. O jogo é nosso.

Fiat e Mossi & Ghisolf - Itália, Novartis – Suíça, e os portugueses do Grupo Promovalor (investem na terceira etapa da Reserva do Paiva) são exemplos bem sucedidos. Agora, os entes privados esperam atingir um novo grau de investimentos em Pernambuco através das PPPs. O êxito com o Complexo Viário da Ponte do Paiva nos consolidou como destino seguro para uma área que ainda é tão pouco explorada no Brasil.

Com a autoridade de presidente do Comitê Gestor de PPPs, asseguro que há espaço para mais projetos ousados. E assim tem sido: o Centro de Ressocialização de Itaquitinga servirá como vitrine nacional, a Arena da Copa do Mundo de 2014 está sendo construída a todo o vapor e trabalhamos com a perspectiva de que o Litoral Norte torne-se abrigo para um complexo industrial aeroportuário.

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