Pesquisa FGV: efeito econômico do coronavírus atinge mais da metade das famílias

Na média do país, quase 13% dos lares tiveram um dos membros demitido. As medidas de encerramento de contratos de trabalho atingiram principalmente as famílias consideradas mais pobres, com rendimentos de até R$ 2.100,00

REUTERS/Pilar Olivares
REUTERS/Pilar Olivares (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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247 - A crise econômica da Covid-19, atrelada à instabilidade política, afetou 53,5% das famílias brasileiras através de ações como cortes de jornada de trabalho ou de remuneração. Na média dos setores de comércio, indústria, serviços e construção, quase 40% das empresas já anunciaram encerramento de contratos de trabalho. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV). A reportagem é do jornal Folha de S. Paulo.

As demissões promovidas recentemente, além de outras medidas adotadas para conter os impactos da crise, atingiram principalmente as famílias consideradas mais pobres, com rendimentos de até R$ 2.100, sendo uma em cada cinco dessas famílias prejudicadas, aponta a pesquisa.

Cerca de 45% das empresas do setor de construção, com mão de obra altamente intensiva, já adotaram alguma medida prejudicial ao trabalhador para tentar conter os impactos negativos da pandemia de coronavírus. Na média geral das faixas de remuneração, quase 13% dos lares tiveram ao menos um dos membros demitido. 

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