Petrobrás ignora geração de empregos e defende compra de plataformas fora do Brasil

Em nota para responder denúncia de que irá gerar empregos na Ásia ao deixar de contratar plataformas no Brasil, a estatal diz que se contratasse no País, negócios atrasariam e gerariam prejuízo para o governo

Funcionários em plataforma da Petrobras no campo de Lula, litorial do Rio de Janeiro 16/02/2011
Funcionários em plataforma da Petrobras no campo de Lula, litorial do Rio de Janeiro 16/02/2011 (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)
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247 - A direção da Petrobrás sentiu a denúncia feita contra ela por conta de sua decisão de contratar na Ásia plataformas que vão gerar 80 mil empregos, em detrimento de fazer isso no Brasil, gerando empregos locais.

“A Petrobras deu início a licitação de duas mastodônticas plataformas (P 78 e P 79) para o campo de Búzios, no litoral do estado do Rio. Mesmo com o desemprego em alta no país, são remotíssimas as chances de as encomendas ficarem no Brasil, muito menos no Rio de Janeiro, onde os estaleiros estão praticamente vazios”, detalhou o jornalista Ricardo Bruno, cujo texto foi replicado em diversos sites de petróleo.

Em resposta, a empresa ignora a formação de empregos, argumenta que se contratasse no Brasil, haveria atraso e consequentemente prejuízo ao governo brasileiro. “Petrobras prioriza qualidade, preço e prazo em contratações de plataformas”, diz o título do comunicado, que em nenhum momento cita a geração de empregos.

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