PF abre dois inquéritos sobre gestão Gabrielli

Subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, a Polícia Federal abriu dois inquéritos sobre a Petrobras: um relacionado a denúncia de suborno de US$ 139 milhões a funcionários da estatal entre 2006 e 2011, quando a empresa alugou plataformas do grupo holandês SBM Offshore; outro diz respeito à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, por US$ 1,8 bilhão; os dois casos ocorreram na gestão de José Sergio Gabrielli à frente da estatal e mostram que o comando atual, de Graça Foster, não parece intimidado com a ofensiva do Congresso sobre a companhia; com a PF, governo toma a dianteira das investigações

www.brasil247.com - Subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, a Polícia Federal abriu dois inquéritos sobre a Petrobras: um relacionado a denúncia de suborno de US$ 139 milhões a funcionários da estatal entre 2006 e 2011, quando a empresa alugou plataformas do grupo holandês SBM Offshore; outro diz respeito à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, por US$ 1,8 bilhão; os dois casos ocorreram na gestão de José Sergio Gabrielli à frente da estatal e mostram que o comando atual, de Graça Foster, não parece intimidado com a ofensiva do Congresso sobre a companhia; com a PF, governo toma a dianteira das investigações
Subordinada ao ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, a Polícia Federal abriu dois inquéritos sobre a Petrobras: um relacionado a denúncia de suborno de US$ 139 milhões a funcionários da estatal entre 2006 e 2011, quando a empresa alugou plataformas do grupo holandês SBM Offshore; outro diz respeito à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, por US$ 1,8 bilhão; os dois casos ocorreram na gestão de José Sergio Gabrielli à frente da estatal e mostram que o comando atual, de Graça Foster, não parece intimidado com a ofensiva do Congresso sobre a companhia; com a PF, governo toma a dianteira das investigações (Foto: Roberta Namour)


247 – Duas acusações sobre negócios realizados na gestão de José Sergio Gabrielli, na Petrobras, serão investigadas pela Polícia Federal. Uma delas diz respeito à suspeita de que funcionários da estatal receberam vantagens da empresa holandesa SBM Offshore para arrendar plataformas. Outra é referente à polêmica compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Os inquéritos da PF, subordinada ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foram abertos nesta semana.

Com estas iniciativas, o governo mostra não estar na defensiva, no momento em que o Congresso Nacional pressiona a estatal com diversos pedidos de investigações sobre contratos na área internacional. Ontem, reportagem do 247 apontou que tais investigações poderiam até contribuir para a imagem da presidente Graça Foster, que tem tentado rever negócios malfeitos na empresa, como um contrato de US$ 820 milhões com a Odebrecht, que foi reduzido pela metade (leia mais aqui).

Sobre a denúncia relacionada ao grupo holandês, a própria Petrobras enviou executivos a Amsterdam para levantar informações a respeito. Em fevereiro, a estatal anunciou que ia "tomar providências cabíveis" para "averiguar a veracidade" de denúncia feita por um autointitulado ex-funcionário do grupo holandês SBM Offshore, de quem aluga pelo menos oito plataformas marítimas, duas em construção.

Em publicação no site Wikipedia em outubro de 2013, o homem, cujo nome não é revelado, relata detalhes sobre suposto esquema de suborno pago à estatal brasileira e outras firmas de mais oito países.

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Segundo ele, a SBM destinou em propinas cerca de US$ 139 milhões entre 2006 e 2011, período em que a principal petroleira do Brasil era presidida por José Sérgio Gabrielli.

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A PF instaurou também nesta semana um segundo inquérito, para apurar a compra de uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA).

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A transação é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público Federal (MPF), por suspeitas de corrupção e de um prejuízo bilionário causado aos cofres da estatal.

Em sua defesa, o atual secretário de planejamento do governo da Bahia sustenta que a aquisição de Pasadena teria sido "um negócio de refino igual aos outros na sua época". Denúncias veiculadas pela imprensa apontam que o preço pelo qual a refinaria foi adquirida, US$1,8 bilhão, era dez vezes maior do que o valor de mercado.

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