PIB encolheu 0,3% em fevereiro, diz FGV

Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano; apesar da queda, o trimestre dezembro/janeiro/fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro/outubro/novembro de 2017 e a estimativa é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016

Indústria de transformação do Paraná acumula o maior crescimento do País. Foto: Gilson Abreu/Fiep/Arquivo ANPr
Indústria de transformação do Paraná acumula o maior crescimento do País. Foto: Gilson Abreu/Fiep/Arquivo ANPr (Foto: Paulo Emílio)
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Agência Brasil - O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) da Fundação Getúlio Vargas aponta retração do PIB de 0,3% em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. O indicador mensal faz uma estimativa da variação da economia brasileira e mostra que, apesar da queda, o trimestre dezembro/janeiro/fevereiro soma um crescimento de 0,6% em relação a setembro/outubro/novembro de 2017.

O coordenador da pesquisa , Claudio Considera avalia que a economia continua apresentando taxas superiores a 2017. A estimativa da FGV é que o PIB do trimestre encerrado em fevereiro cresceu 1,7% em relação aos mesmos três meses de 2017 e 2016.

"Mesmo na série dessazonalizada, a economia apresenta crescimento, quando a comparação é trimestral. Na série mensal dessazonalizada, a economia apresenta retração de 0,3%, na comparação de fevereiro com janeiro, apesar disso, as taxas de crescimento de fevereiro são menores do que as divulgadas em janeiro, o que pode significar perda de fôlego da recuperação cíclica", afirma o economista.

Na comparação com os mesmos meses de 2017 e 2016, o trimestre encerrado em fevereiro apresentou destaque para as atividades de transformação, que cresceram 5,4%, e de comércio, com alta de 4,7%. Com exceção da transformação, todas as atividades da indústria tiveram queda.

A agropecuária teve queda nessa mesma base de comparação, com recuo de 1,7% após 13 meses consecutivos de crescimento.

Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram uma alta de 4,4% no trimestre, puxados por uma alta de 17,2% nas máquinas e equipamentos. Por outro lado, a construção teve retração de 1,8%.

Pela ótica do consumo, houve crescimento de 2,5% do consumo das famílias na mesma base de comparação. Segundo a FGV, todos os componentes dessa parte do índice apresentaram variação positiva, mas houve desaceleração da média trimestral. Na contramão dessa tendência, destacou-se o consumo de produtos duráveis, que cresceu 12,6% no trimestre encerrado em fevereiro, uma taxa que representa aceleração em relação aos 8,9% registrados no período novembro/dezembro/janeiro.

No que diz respeito ao comércio exterior, a pesquisa indica um crescimento de 2,8% nas importações no período trimestral que termina em fevereiro, na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

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