Pobreza extrema volta a crescer no mundo e pode atingir quase 30 milhões só na América Latina

O Banco Mundial divulgou um estudo nesta quarta-feira (7) e estimou que a pobreza extrema crescerá em 2020. A expectativa para América Latina e Caribe é que a taxa esteja em 4,2% da população (27,5 milhões de pessoas)

Extrema pobreza
Extrema pobreza (Foto: AGÊNCIA BRASIL)
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Sputnik - O Banco Mundial divulgou um estudo nesta quarta-feira (7) e estimou que a pobreza extrema crescerá em 2020. A expectativa para América Latina e Caribe é que a taxa esteja em 4,2% da população (27,5 milhões de pessoas).

De acordo com Banco Mundial, a estimativa é de que a pobreza extrema pelo mundo crescerá em 2020 pela primeira vez em mais de 20 anos. 

A instituição define que o conceito de "extrema pobreza" seja viver com menos de US$ 1,90 por dia.

Além disso, a entidade acredita que as pessoas nesse grupo representarão entre 9,1% e 9,4% da população global em 2020,  segundo o relatório Pobreza e Prosperidade Compartilhada, publicado a cada dois anos.

O estudo do Banco Mundial destaca que conflitos e a mudança climática já provocavam uma desaceleração nos avanços para reduzir a pobreza no mundo.

Porém, diante dos problemas causados pela pandemia da COVID-19, o coronavírus deve elevar a taxa de pobreza no mundo em até 150 milhões de pessoas até 2021, a depender da severidade da contração econômica, diz o Banco Mundial.

"Isso deve representar uma regressão ante a taxa de 9,2% em 2017", compara. Caso não tivesse havido a pandemia, a expectativa era de recuo na extrema pobreza para 7,9% da população do mundo em 2020.

Presidente do Banco Mundial, David Malpass, afirma no relatório da entidade que, para reverter esse "sério revés" à redução da pobreza, os países precisam se preparar para uma economia distinta, ao permitir que capital, trabalho, habilidades e inovações se desloquem para novos negócios e setores.

O Banco Mundial diz que pretende, ao lado de outras entidades, ajudar nesse processo pela retomada do crescimento "sustentável e inclusivo". O relatório também conclui que muitos dos novos pobres estarão em países já com taxas altas de pobreza.

"Uma série de países de renda média verão números significativos de pessoas recuarem para baixo da linha da extrema pobreza", diz o Banco Mundial. Cerca de 82% do total será em países de renda média, aponta a estimativa.

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