Poderosos em ação neste domingo

Ministros do G-7, os sete pases mais ricos do mundo, faro teleconferncia para evitar colapso dos mercados financeiros internacionais

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Os ministros das Finanças do grupo das sete nações mais industrializadas do mundo (G-7) planejam a realização de uma teleconferência hoje, com objetivo de estimular os mercados antes que as negociações sejam retomadas na segunda-feira, mas o grupo não deve se comprometer com ações concretas neste momento, afirmou uma fonte do G-7.

O oficial, que teve informações sobre os temas que serão abordados na teleconferência, disse que o grupo provavelmente divulgará um comunicado no qual deve dizer que a confiança do G-7 na economia e nos ativos dos Estados Unidos não foi prejudicada pela decisão da agência Standard & Poor's de rebaixar a classificação AAA do país.

O comunicado deve acrescentar que o G-7 não deve procurar restaurar a sustentabilidade da dívida permitindo que a inflação avance. A fonte, no entanto, disse que há pouco espaço para uma ação política imediata do G-7. Ele disse que a teleconferência é destinada, em parte, para mostrar aos investidores que os principais agentes econômicos globais estão totalmente engajados em relação à recente turbulência dos mercados e em contato próximo apesar da temporada de férias de agosto. "Eu não espero nada muito específico", disse o oficial. "A principal coisa é tentar restaurar a confiança antes que os mercados reabram."

Uma proposta circulando entre os ministros das Finanças recentemente é um acordo amplo no G-7 sobre incentivos tributários para encorajar investimento corporativo. Mas a fonte disse que esta ainda é uma "ideia aleatória" neste momento.

O G-7 provavelmente vai parabenizar os EUA pelo acordo alcançado para elevar o teto da dívida e o compromisso em reduzir o déficit, disse a fonte.

Sobre a crise da zona do euro, a fonte disse que o grupo provavelmente dirá que as autoridades europeias adotaram e vão continuar adotando ações decisivas. Provavelmente haverá menção específica sobre medidas de austeridade adotadas recentemente pelo governo italiano para combater a ampla venda dos papéis da dívida do país.

A fonte criticou comentários de oficiais chineses no fim de semana sobre os EUA, dizendo que o país precisa aprender a viver com seus meios. A fonte disse que a última coisa que os mercados globais e a economia precisam é um embate entre China e EUA sobre política econômica. "É totalmente inútil para todos, incluindo para os chineses", disse o oficial.

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