População sentirá aumento no custo da energia também no consumo de bens e serviços, diz economista do Dieese
Ana Georgina explicou à TV 247 que o aumento no custo da energia elétrica não será sentido apenas na conta de luz no fim do mês, e sim no consumo diário. “Energia é um insumo para praticamente todas as atividades econômicas, então quando ela aumenta, significa dizer que a gente tem esse efeito de aumento em outros produtos”. Assista
247 - A economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Ana Georgina Dias comentou na TV 247 o aumento da tarifa de energia elétrica no Brasil para o patamar vermelho 2, que estabelece o preço de R$ 6,24 para cada 100 quilowatt-hora consumidos.
Ana Georgina destacou que, além da conta de luz, a população também sofrerá os efeitos do aumento da energia no consumo diário de bens e serviços, já que a energia é um “ingrediente” fundamental em diversos setores econômicos de produção. “Além do gasto com energia dentro dos nossos domicílios, esse custo também acaba sendo repassado para bens e serviços. Energia é um insumo para praticamente todas as atividades econômicas, então quando ela aumenta, significa dizer que a gente tem esse efeito de aumento em outros produtos, em outros bens e em outros serviços. Vira uma bola de neve”.
A economista ainda citou que havia uma promessa de não elevar o custo da energia até 31 de dezembro de 2020 - data que marca o fim do estado de calamidade pública - e, além disso, afirmou que a suspensão do horário de verão, medida tomada por Jair Bolsonaro, também tem impacto no consumo de energia elétrica, ainda que pequeno. “Não só é uma bandeira vermelha, como é uma bandeira vermelha no segundo patamar, que é de R$ 6,24. No primeiro patamar, é R$ 4,17, então não só foi retomado esse sistema de bandeiras, como já foi retomado no patamar mais elevado. É importante também lembrar o seguinte: havia uma promessa de que a energia não aumentaria até o mês de dezembro, no fim do decreto de calamidade pública. Só que a Aneel diz que por conta de questões climáticas, acabaram adotando isso. Importante lembrar também que nós não temos mais horário de verão. Embora ele não economizasse propriamente muito, ele tinha uma função ali de pelo menos não deixar que o consumo acabasse ultrapassando muito os limites no verão, porque a gente tem mais banhos, mais ar-condicionado, mais ventilador, mais geladeira. Então, ainda que não economizasse, ajudava a equilibrar a oferta e a demanda de energia".
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