Pré-sal está sendo vendido a preço de banana, aponta estudo da Câmara

Depois de um especialista independente afirmar no fim de semana que o pré-sal brasileiro está sendo vendido a preço de banana, foi a vez de um estudo da Câmara dos Deputados chegar à mesma constatação; o relatório, elaborado pela consultoria da Casa, mostra que Michel Temer e Pedro Parente estão provento uma verdadeira liquidação: as condições econômicas dos dois leilões que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis ao governo federal, do ponto de vista da arrecadação; entre outras coisas, os consultores afirmam que "são muito baixos" os bônus de assinatura e os percentuais mínimos de petróleo que devem ser entregues ao governo pelos vencedores das licitações

Depois de um especialista independente afirmar no fim de semana que o pré-sal brasileiro está sendo vendido a preço de banana, foi a vez de um estudo da Câmara dos Deputados chegar à mesma constatação; o relatório, elaborado pela consultoria da Casa, mostra que Michel Temer e Pedro Parente estão provento uma verdadeira liquidação: as condições econômicas dos dois leilões que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis ao governo federal, do ponto de vista da arrecadação; entre outras coisas, os consultores afirmam que "são muito baixos" os bônus de assinatura e os percentuais mínimos de petróleo que devem ser entregues ao governo pelos vencedores das licitações
Depois de um especialista independente afirmar no fim de semana que o pré-sal brasileiro está sendo vendido a preço de banana, foi a vez de um estudo da Câmara dos Deputados chegar à mesma constatação; o relatório, elaborado pela consultoria da Casa, mostra que Michel Temer e Pedro Parente estão provento uma verdadeira liquidação: as condições econômicas dos dois leilões que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis ao governo federal, do ponto de vista da arrecadação; entre outras coisas, os consultores afirmam que "são muito baixos" os bônus de assinatura e os percentuais mínimos de petróleo que devem ser entregues ao governo pelos vencedores das licitações (Foto: Felipe L. Goncalves)

247 - Estudo elaborado pela consultoria da Câmara dos Deputados aponta que as condições econômicas dos dois leilões do pré-sal que serão realizados na sexta-feira (27) são desfavoráveis à arrecadação federal.

Nos dois leilões, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) vai oferecer oito áreas com potencial de reservas no pré-sal. Se vender todas, o governo arrecadará R$ 7,75 bilhões.

Os consultores lembram ainda que na área de Libra, a primeira do pré-sal vendida sob o regime de partilha, o consórcio vencedor do leilão pagará 41,65% do óleo-lucro para a União, o percentual mínimo previsto no leilão.

Eles questionam também os bônus de assinatura estabelecidos para as áreas. O maior deles, para Peroba, é de R$ 3 bilhões. Em Libra, foram R$ 15 bilhões.

"Com essa configuração, a alegada expansão dos investimentos no setor, especialmente por parte de empresas estrangeiras, interessa aos contratados, mas pode não trazer benefícios relevantes para a economia brasileira."

As informações são de reportagem de Nicola Pamplona na Folha de S.Paulo.

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