Presidente da Vale diz que 2014 foi ano crítico

Murilo Ferreira, à frente da mineradora desde 2011, admite viver o momento mais difícil de sua gestão; motivos são o cenário econômico e o preço do minério de ferro rompendo a barreira dos US$ 70 por tonelada, o mais baixo em cinco anos; para 2015, a empresa anunciará um orçamento inferior ao previsto; "Nós temos que ser absolutamente obstinados em fazer mais por menos"

Murilo Ferreira, à frente da mineradora desde 2011, admite viver o momento mais difícil de sua gestão; motivos são o cenário econômico e o preço do minério de ferro rompendo a barreira dos US$ 70 por tonelada, o mais baixo em cinco anos; para 2015, a empresa anunciará um orçamento inferior ao previsto; "Nós temos que ser absolutamente obstinados em fazer mais por menos"
Murilo Ferreira, à frente da mineradora desde 2011, admite viver o momento mais difícil de sua gestão; motivos são o cenário econômico e o preço do minério de ferro rompendo a barreira dos US$ 70 por tonelada, o mais baixo em cinco anos; para 2015, a empresa anunciará um orçamento inferior ao previsto; "Nós temos que ser absolutamente obstinados em fazer mais por menos" (Foto: Gisele Federicce)

247 – Na presidência da Vale desde 2011, Murilo Ferreira considera viver o momento mais difícil de sua gestão. Os motivos são o cenário econômico e o preço do minério de ferro rompendo a barreira dos US$ 70 por tonelada, o mais baixo dos últimos cinco anos. Para 2015, a empresa anunciará um orçamento inferior ao previsto inicialmente (de US$ 12,5 bilhões) e ressalta: "Nós temos que ser absolutamente obstinados em fazer mais por menos".

Em entrevista ao Broadcast, serviço da Agência Estado, ele assegura, no entanto, que as minas da Vale são competitivas mesmo com os preços do minério a US$ 65 por tonelada – como chegou a ser previsto por analistas do Citibank. A única exceção é uma unidade em Corumbá. O preço atual, diz ele, está longe de seu patamar de equilíbrio, que seria de US$ 83 a US$ 85. Caso chegue ao patamar dos US$ 65, sua convicção é de que haja um ajuste violento.

O executivo define 2015 e 2016 como anos "atípicos por conta do volume que teremos que investir". O temor de analistas é de que a mineradora não tenha uma geração de caixa livre capaz de remunerar os acionistas de forma satisfatória. Ele ressalta, porém, sobre os projetos: "você pode ter certeza que nós privilegiaremos uma prudência no endividamento da empresa acompanhada de um pagamento de dividendos saudável".

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