Presidente do IBGE diz que risco de estagnação é visível a olho nu

A gravidade da crise no Brasil, confirmada por todos os indicadores econômicos recentes, preocupa até o presidente do IBGE, o economista Paulo Rabello de Castro, 67, para quem o crescimento previsto de 1% no ano que vem ainda será pouco; "As empresas entram mal em campo, as pessoas são desempregadas. Todos ficam desesperançados, a produtividade geral cai e o governo gasta demais"

Paulo Rabello de Castro, presidente do IBGE
Paulo Rabello de Castro, presidente do IBGE (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A gravidade da crise no Brasil, confirmada por todos os indicadores econômicos recentes, preocupa até o presidente do IBGE, o economista Paulo Rabello de Castro, 67, para quem o crescimento previsto de 1% no ano que vem ainda será pouco. "Nós não conseguimos fazer o time jogar bem", disse ele, sobre as forças produtivas do país. "As empresas entram mal em campo, as pessoas são desempregadas. Todos ficam desesperançados, a produtividade geral cai e o governo gasta demais."

As informações são da Folha de S.Paulo.

Aliado de Michel Temer —ele chegou à chefia do IBGE com a ascensão do peemedebista—, Rabello de Castro criticou a insatisfação política com o governo. 

"O quiproquó político só aumenta a tensão. A pior coisa que poderíamos enfrentar hoje é um novo estado de desconfiança em relação à figura do presidente da República."

"Ainda estamos regredindo. E, se olharmos à frente, vemos projeções menos favoráveis do que há seis meses. À medida que os meses de 2016 foram avançando, foi ficando claro que a reversão do processo recessivo será mais lenta e mais penosa, do ponto de vista do que mais nos interessa, que é a recuperação do emprego. Portanto, o quadro não é bom.

 

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