Primeiro ano do governo Bolsonaro será perdido para indústria, atesta Iedi

O primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro será perdido para a indústria. A produção industrial cresceu 2,5% em 2017 e 1% em 2018, depois de três anos em queda. Já no acumulado em 12 meses até julho, a produção caiu 1,3%. "Não há sinalização de que esse movimento será revertido”, avalia o economista Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi)

247 - O primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro será perdido para a indústria. A produção industrial cresceu 2,5% em 2017 e 1% em 2018, depois de três anos em queda. Já no acumulado em 12 meses até julho, a produção caiu 1,3%. 

“O ano de 2019 será de estagnação no setor e o risco de haver queda no saldo do período não é desprezível. Não há sinalização de que esse movimento será revertido”, afirmou nesta terça-feira, 3, Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) ao jornal Valor Econômico

A variação negativa da indústria nos últimos três meses deve-se ao ramo da transformação, diz. Parte disso decorre do aprofundamento da crise na Argentina, que não deve melhorar em 2019. E a queda das exportações do Brasil para o vizinho vai além dos automóveis, principal produto.

“Toda a exportação da cadeia automobilística tem sido afetada. As vendas de intermediários como pneumáticos, motores, autopeças e outros insumos são afetadas”, exemplificou. Isso está por trás da baixa de 0,5% na produção de bens intermediários, que puxou o resultado negativo da indústria no mês. Outra parte da retração na produção desses bens é o mercado interno. O recuo dos intermediários para a indústria de alimentos e têxtil expressam a fraqueza do mercado doméstico, diz Cagnin. “É o mercado interno que impede que a indústria dê um passo à frente”.

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