PT tenta salvar agronegócio do estrago causado por Bolsonaro

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o líder da bancada, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentaram requerimentos aos ministros Ernesto Araújo, do Itamaraty, Teresa Cristina, da Agricultura, e Paulo Guedes, da Economia, para que eles expliquem os danos que vêm sendo causados ao agronegócio pelo governo Jair Bolsonaro; Gleisi e Pimenta, que vêm de estados fortemente agrícolas, citam o distanciamento dos países árabes e da China, que são os grandes importadores de produtos do agronegócio; "temos que salvar o setor produtivo de Bolsonaro", diz ela

PT tenta salvar agronegócio do estrago causado por Bolsonaro
PT tenta salvar agronegócio do estrago causado por Bolsonaro

247 – O agronegócio, que apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, pode vir a ser salvo dos estragos que vêm sendo causados ao setor pelo Partido dos Trabalhadores, por mais paradoxal que pareça. Isso porque, com a nova política externa implantada pelo chanceler Ernesto Araújo, submisso aos interesses de Donald Trump e Benjamin Netanyahu, os produtores rurais têm sido os mais afetados. Em menos de dois meses de governo, os ruralistas já sofreram dois revezes: a suspensão de importação de carnes por países árabes e a decisão da China de substituir importações de soja por grãos provenientes dos Estados Unidos – num prejuízo que pode ser bilionário.

"É preciso deter o quanto antes esse processo de destruição do agronegócio", diz a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT. "Precisamos proteger os ruralistas do governo Jair Bolsonaro", reforça o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Os dois, que vêm de estados fortemente agrícolas, apresentaram três requerimentos para que os ministros Ernesto Araújo, do Itamaraty, Teresa Cristina, da Agricultura, e Paulo Guedes, da Economia, expliquem os prejuízos que vêm sendo causados aos produtores rurais.

Eles citam as exportações de US$ 47 bilhões para a China, agora ameaçadas com a submissão do Brasil aos interesses de Donald Trump, e as vendas de US$ 13,6 bilhões para os países da Liga Árabe, também ameaçadas com a submissão de Bolsonaro a Netanyahu. Por fim, lembram ainda a decisão tomada pela Fazenda de liberar as importações de leite europeu – o que fez com que vários produtores de leite se transformassem em bolsominions arrependidos. Segundo Pimenta e Gleisi, não importa se apoiaram ou não Bolsonaro. "O que importa agora é defender os interesses nacionais", diz ela.

Confira, abaixo, os três requerimentos:

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