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Economia

Quebra de sigilo no BB pode virar caso de polícia

Executivo Allan Toledo (dir.), ex-vice-presidente do BB que teve seus dados bancrios violados no auge da guerra interna, entrou com representao criminal no MP; j h at o nome do funcionrio que pediu seus dados e o de sua me adotiva; Aldemir Bendine (esq.), presidente do BB, ainda no se pronunciou

Quebra de sigilo no BB pode virar caso de polícia (Foto: Divulgação)
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247 – A guerra interna no Banco do Brasil está prestes a ganhar as páginas policiais. No dia 27 de março deste ano, às 17h36, foi protocolada no Ministério Público de São Paulo uma representação criminal apresentada pelo executivo Allan Simões Toledo, ex-vice-presidente do BB, e por sua mãe adotiva, Liu Mara Zerey. Ambos tiveram seus sigilos bancários quebrados e seus dados financeiros estampados numa reportagem de capa da Folha de S. Paulo que lançava suspeição sobre a venda de um imóvel em São Paulo. O pano de fundo era a guerra interna no Banco do Brasil e a disputa por espaços no governo Dilma. A Folha questionou depósitos de R$ 953 mil feitos na conta de Allan Toledo e o mesmo justificou a entrada de recursos através da venda da casa de Liu Mara, que lhe fez herdeiro e lhe pediu que vendesse sua casa para custear seu tratamento contra um câncer em estágio avançado. Assim que foi apresentada a justificativa, o Ministério da Fazenda determinou ao Banco do Brasil que realizasse uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do vazamento.

Apesar dessa auditoria interna, Allan Toledo e Liu Mara representaram ao Ministério Público para que os responsáveis pela quebra de sigilo também respondam criminalmente. “Claro que a estrepitosa veiculação da matéria, sugerindo a prática de ilícitos por parte do primeiro nomeado a partir desses depósitos bancários (de cujas informações o Banco do Brasil era detentor exclusivo), colocados sob suspeita, lançou na lama toda a sua vida funcional, construída a duras penas ao longo de três décadas, comprometendo seu conceito profissional e denegrindo sua imagem pública, inclusive no mercado de trabalho”, destaca a representação apresentada por Allan Toledo, que entrou no banco como office-boy, aos 14 anos.

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O ex-vice-presidente do BB teve até acesso ao nome de um dos funcionários do banco que acessou seus dados. Trata-se de Carlos César Dias, gerente de divisão da diretoria de gestão de segurança do Banco do Brasil, lotado em Brasília. Num email, anexado à representação, Carlos entrou em contato com a gerente da agência onde Allan Toledo e Liu Mara mantinham contas no Banco do Brasil. Em seguida, pediu acesso aos dados. Note-se que a venda do imóvel de Liu Mara ocorreu em janeiro de 2011, sem que, naquela época o Banco do Brasil tenha apontado qualquer irregularidade. O acesso às contas ocorreu mais de um ano depois, quando Allan Toledo era acusado pelo grupo do vice-presidente Ricardo Oliveira, um dos artífices da guerra interna, de tramar contra o presidente do banco, Aldemir Bendine. Carlos César, que entrou em contato com a gerente, é subordinado ao vice-presidente de Segurança, Marcos Ricardo Lott, que pertence ao mesmo grupo de Ricardo Oliveira.

Carta-denúncia

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Na representação, assinada pelos advogados José Roberto Batochio e Guilherme Batochio, Allan Toledo e Liu Mara também destacam uma carta-denúncia que foi enviada ao escritório. Nela, uma pessoa chamada Wagner Dantas, provavelmente um funcionário do Banco do Brasil, sugere que havia uma tentativa de apagar todos os rastros da quebra de sigilo bancário. “Ontem recebemos outra ordem: devemos sombrear os indevidos acessos à conta corrente de seu cliente, isso até a próxima sexta-feira, apagando todos os passos anteriores”, diz a carta.

Cabe agora ao Ministério Público de São Paulo decidir se abre ou não ação inquérito para investigar quem teria quebrado o sigilo de Allan Toledo e de sua mãe adotiva. O crime sujeita os responsáveis a pena de um a quatro anos de reclusão.

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Nesta segunda-feira, o Banco do Brasil promoveu uma reunião do Conselho de Administração onde este assunto seria discutido e seria também avaliada a demissão do executivo Ricardo Oliveira, apontado como responsável pela guerra de dossiês na instituição. Até agora, o conselho não tomou providências relacionadas à quebra de sigilo.

 

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