Queda do barril do petróleo amplia pressão para redução dos preços dos combustíveis no Brasil
Analistas avaliam que a gasolina já poderia estar mais barata no País – o que reforça a pressão sobre a gestão de Jean Paul Prates
247 – Com a recente queda nos preços do petróleo, aumentam as especulações sobre um possível ajuste nos preços dos combustíveis pela Petrobras. O presidente da estatal, Jean Paul Prates, ao retornar ao Brasil, pode enfrentar pressões para alinhar os preços locais com a paridade de importação (PPI), que atualmente mostra os combustíveis da Petrobras com valores mais elevados. Essa diferença tem se ampliado com a diminuição do preço do petróleo nos últimos dias. Segundo o jornal "Valor", Prates indicou que a empresa manterá os preços dos combustíveis estáveis até seu retorno da COP28, em Dubai, com expectativa de retorno ao Brasil até a próxima sexta-feira.
A cotação do Brent, um dos principais benchmarks para preços de petróleo, caiu 1,06% ontem, fechando a US$ 77,20. Em dezembro, o acumulado de queda é de 6,80%, seguindo uma redução de 5,24% no mês anterior. Apesar da declaração de Prates ao "Valor" sobre a manutenção dos preços até após a COP28, há discussões sobre um potencial reajuste para baixo, com possibilidades maiores para a gasolina em comparação ao diesel. Informações de uma fonte anônima, divulgadas pelo "Valor", indicam conversas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Prates sobre uma eventual redução nos preços após seu retorno. A condição seria a manutenção da estabilidade nas cotações internacionais do petróleo. Essa fonte sugere uma possível redução no preço do diesel entre R$ 0,45 e R$ 0,50 por litro, e na gasolina, entre R$ 0,15 a R$ 0,18 por litro.
A Petrobras, desde a adoção de sua nova estratégia comercial em maio, tem enfrentado desafios em calcular seus preços, segundo analistas do mercado. Instituições financeiras e associações do setor, como o Itaú BBA, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) e a StoneX, têm realizado cálculos independentes, indicando que tanto o diesel quanto a gasolina da Petrobras estão sendo vendidos acima do PPI.
O último reajuste realizado pela Petrobras nas refinarias ocorreu em 21 de outubro, quando houve um aumento de 6,58% no diesel e uma redução de 4,1% na gasolina A. Desde então, a volatilidade dos preços do petróleo tem sido um fator determinante nas expectativas do mercado e dos consumidores.
