Randon tem lucro 67% maior e ações sobem

Desempenho da empresa satisfaz investidor enquanto justia avalia suspeita de crime de insider trading na empresa

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247_ Na temporada de balanços corporativos no Brasil, a terça-feira 10 também contou com os resultados do Grupo Randon, fabricante de implementos rodoviários e ferroviários. E os números deixaram os investidores satisfeitos. A companhia fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido consolidado de R$ 66,77 milhões. A alta é de 67,5% em relação ao mesmo período de 2010. O papel (RAPT4) que acumula valorização perto de 26% no acumulado de 12 meses subiu 1,92% a R$11,69.

A receita líquida da companhia cresceu 22% na mesma base de comparação e registrou R$ 953,9 milhões. As exportações cresceram 21,4% para R$ 59 milhões. O resultado operacional consolidado medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 25,8%, para R$ 145,82 milhões.

O desempenho operacional da empresa e a boa performance na bolsa brasileira são maculados por um processo na justiça em que executivos e sócios da Randon respondem pelo crime de insider trading, que é o uso de informações privilegiadas e antecipadas para obtenção de vantagens no mercado acionário.

No ano passado, a Justiça Federal de São Paulo abriu ação penal e processa seis pessoas, então sócias e diretoras da Randon, de Caxias do Sul (RS), controlada na época pela Dramd Participações. Os acusados teriam adquirido 754 mil ações da Randon e de outra empresa do grupo, a Fras-Le, entre 5 de junho de 2002 e 19 de julho de 2002, cerca de dois meses antes de anunciarem a entrada da empresa Arvin Meritor como sócia do grupo brasileiro.

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O fato relevante que divulgou o negócio só foi publicado em 15 de agosto de 2002. Na época em que adquiriram as ações, como diretores e sócios da empresa brasileira, os acusados já sabiam da sociedade com os americanos. As ações adquiridas registraram valorização de 120% nos 12 meses após a entrada da Arvin Meritor no grupo brasileiro. No processo administrativo aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e concluído em 2004, a multa aos acusados chegou R$ 538 mil.

Respondem ao processo na justiça, Raul Anselmo Randon, então diretor-presidente da Randon e controlador indireto da Dramd (que tinha 77,44% das ações ordinárias do grupo), Alexandre Randon, vice-presidente, filho de Raul, Astor Milton Schmitt, diretor da Randon, Erino Tonon, diretor da Randon e da Fras-Le; Terezinha Randon, esposa de Raul e sócia da Dramd; e Daniel Raul Rondon, filho do diretor-presidente e sócio da Dramd. Procurada pelo Brasil_247, a empresa informou por meio da assessoria de imprensa que só irá se pronunciar sobre o caso quando houver a decisão final da Justiça.

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