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Rating da Petrobras seria "junk" sem suporte do governo, diz Fitch

Depois de rebaixar de BBB para BBB- e com perspectiva negativa o rating da Petrobras, a agência Fitch sustenta que a estatal brasileira seria pelo menos três graus mais baixo do que o atual, em território profundamente especulativo, se não fosse pela expectativa de que o governo brasileiro venha a resgatar a petroleira; avaliação da Petrobras está relacionada com o rating da dívida soberana do Brasil, disse  à Reuters o analista da Fitch, Joe Bormann

Depois de rebaixar de BBB para BBB- e com perspectiva negativa o rating da Petrobras, a agência Fitch sustenta que a estatal brasileira seria pelo menos três graus mais baixo do que o atual, em território profundamente especulativo, se não fosse pela expectativa de que o governo brasileiro venha a resgatar a petroleira; avaliação da Petrobras está relacionada com o rating da dívida soberana do Brasil, disse  à Reuters o analista da Fitch, Joe Bormann (Foto: Aquiles Lins)

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O rating de crédito da Petrobras seria pelo menos três graus mais baixo do que o atual, em território profundamente especulativo, se não fosse pela expectativa de que o governo brasileiro venha a resgatar a petroleira afetada por um escândalo de corrupção, em caso de necessidade, afirmou um analista sênior da Fitch Ratings nesta sexta-feira, 27.

A avaliação da estatal está relacionada com o rating da dívida soberana do Brasil, disse Joe Bormann, em uma entrevista à Reuters.

A Fitch classifica o Brasil em BBB, com perspectiva estável.

A agência rebaixou a Petrobras para BBB-, de BBB, no início deste mês, deixando a nova classificação de crédito em observação negativa, o que significa que um outro corte é possível dentro de seis meses.  

(Reportagem de Walter Brandimarte)