Rebaixado

Obama amarga derrota histrica: pela primeira vez, uma agncia de risco reduziu a classificao americana

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247 - Depois de uma semana em que a Bovespa caiu praticamente 10%, um fecho inimaginável: a agência de classificação de risco Standard & Poors reduziu a nota concedida aos Estados Unidos. O país já não é mais "triple A". A nota dos títulos americanos caiu de AAA para AA+. Isso significa que o país de Barack Obama já não é mais o porto seguro dos investidores internacionais e que a possibilidade de calote na dívida americana cresceu, apesar do acordo que elevou o teto de um endividamento que já soma US$ 14,3 trilhões. Revoltados, técnicos do Tesouro americano alegaram que a S&P errou na sua avaliação e fez uma análise com erros de US$ 2 trilhões em suas contas. Pouco importa. O rebaixamento foi histórico e talvez seja o prenúncio do fim do império americano.

"O rebaixamento reflete nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal com que o Congresso e o governo concordaram recentemente fica aquém do que, em nossa visão seria necessário para estabilizar a dinâmica de médio da dívida. Mais amplamente, o rebaixamento reflete nossa visão de que a eficácia, a estabilidade e a previsibilidade das instituições políticas e formuladoras de políticas dos EUA enfraqueceram, num momento de desafios ficais e econômicos, a um grau que prevíamos quando atribuímos uma perspectiva negativa para o rating, em 18 de abril de 2011", disse a S&P.

"Desde então, mudamos nossa visão das dificuldades para a superação das divergências entre os partidos políticos quanto à política fiscal, o que nos torna pessimistas quanto à capacidade do Congresso e do governo de alavancarem seu acordo, esta semana para um plano de consolidação fiscal que estabilize a dinâmica da dívida do governo em algum momento próximo", prossegue o relatório.

O texto também diz que "a perspectiva do rating de longo prazo é negativa. Nós poderemos rebaixar o rating para AA nos próximos dois anos, se virmos que uma redução de déficit menor do que aquela acordada, taxas de juro mais altas ou novas pressões fiscais durante esse período resulte em uma trajetória geral para a dívida mais alta do que assumimos atualmente".

A S&P manteve inalterada em AAA a classificação de transferência e conversibilidade, que avalia a probabilidade de interferência governamental na capacidade de emissores norte-americanos dos setores público e privado de assegurarem moeda estrangeira para honrar o serviço de suas dívidas.

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