Recuperação ocorre com empregos de baixa qualidade, diz IBGE

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, comentou os dados de crescimento de vagas de emprego entre maio e julho de 2017, com a criação de 1,4 milhões de vagas; para Azeredo, essas vagas são de baixa qualidade, com poucos direitos trabalhistas e com salários mais baixos, fazendo com que a renda do trabalho caia

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desemprego (Foto: Charles Nisz)

247 - Os 1,4 milhões de postos de trabalho gerados entre maio e julho de 2017 preocupam pela baixa qualidade dos empregos gerados. A avaliação é de Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Para Azeredo, muitos desses empregos não possuem garantias trabalhistas, adiciona ele.

No período de maio a julho deste ano, o setor privado contratou, sem carteira de trabalho assinada, 468 mil pessoas a mais na comparação aos três meses anteriores. Além disso, 351 mil pessoas a mais passaram a trabalhar como autônomos. Azeredo recorda que o segundo semestre costuma ser favorável à criação de empregos.

Quando comparado ao período de maio a julho do ano passado, a população ocupada ficou estatisticamente estável, com variação de 0,2%, resultado de 190 mil postos gerados. É a primeira vez que, por essa comparação, o indicador parou de cair desde outubro de 2015.

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