Reforma da Previdência vira jogo de empurra
A reforma da Previdência, tão decantada por Temer, pela mídia conservadora e agora pela equipe de Bolsonaro, virou uma batata quente e um jogo de empurra entre o atual e o futuro governo; o presidente eleito disse nesta terça-feira esperar que o Congresso aprove “alguma coisa” ainda este ano;pouco antes de Bolsonaro manifestar sua esperança, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, decretava: o Congresso não aprovará nada este ano, opinião compartilhada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia
247 - A reforma da Previdência, tão decantada por Temer, pela mídia conservadora e agora pela equipe de Bolsonaro, virou uma batata quente e um jogo de empurra entre o atual e o futuro governo. O presidente eleito disse nesta terça-feira esperar que o Congresso aprove “alguma coisa” ainda este ano. Pouco antes de Bolsonaro manifestar sua esperança, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, decretava: o Congresso não aprovará nada este ano, opinião compartilhada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
O desejo do futuro governo é que Temer tire a batata quente do fogo. Paulo Guedes tentou seduzir Temer e sua base afirmando que a aprovação da reforma seria um "belo encerramento do governo Temer". Depois de participar da cerimônia no Congresso Nacional em homenagem aos 30 anos da Constituição que aconteceu em clima de festa ao redor de Bolsonaro e de velório ao redor do texto constitucional, Paulo Guedes declarou abertamente que Temer prestou um serviço inestimável à direita e às elites do país: "A reforma da Previdência é algo muito importante e acho que seria um belo encerramento do governo Temer. Derrubou a inflação, fez a reforma trabalhista, o teto de gastos e a reforma da Previdência. Em dois anos, seria um governo interessante".
Bolsonaro disse que vai conversar sobre o tema na quarta-feira quando se reunir com Temer no Palácio do Planalto para um ato formal de início da transição de governo.
“Vamos conversar com o Temer amanhã... tem que sair, gostaríamos que saísse alguma coisa. E não é o que nós queremos ou que a equipe quer, é o que conseguirmos aprovar na Câmara e no Senado”, disse Bolsonaro rapidamente a repórteres à saída do Congresso Nacional.
