Respiro do índice Nikkei

ndice recupera, nesta quarta, parte das perdas causadas pelo terremoto

Nesta quarta-feira, as ações japonesas voltaram a subir e fecharam com alta acima de 5%, o que ainda é insuficiente para recuperar as perdas causadas pelo terremoto. Na terça-feira, o índice Nikkei havia fechado com queda de 10,55%, depois de ter caído 6,18% na véspera. O motivo: pânico em função da radiação nuclear. As ações da empresas industrais apresentaram forte recuo. A Nissan desabou 9,5%, taxa semelhante à da Toshiba, Toyota, Honda e Hitachi. Várias dessas empresas, sobretudo as montadoras de veículos, anunciaram a paralisação de suas atividades temporariamente, devido à catástrofe no país. Para piorar o ânimo dos investidores, a Nomura, um dos principais bancos de investimento do Japão, afirmou que o maior terremoto da história do Japão deve atrasar em seis meses a recuperação econômica do país, que já apresentava um ritmo excessivamente lento. Alguns analistas já acreditam que a tragédia japonesa pode levar a uma redução de 1% no PIB.O Nomura previa a retomada de crescimento no segundo trimestre deste ano. No último trimestre de 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 1,3%. Com os efeitos do terremoto, a recuperação deve concorrer apenas no final de 2011. Hoje, o Japão é a terceira economia do mundo, atrás dos EUA e da China.

Na tentativa de animar os investidores, e estimular a economia, o Banco Central do Japão (BOJ) anunciou uma injeção de 15 trilhões de ienes (R$ 300 bilhões) no sistema bancário. Além disso, segundo a agência de notícias Jiji, o Ministério da Economia disse que o país está acompanhando atentamente a cotação do iene, em tendência de alta. Isso dificultaria as vendas externas do país, prejudicando ainda mais a recuperação econômica.

Enquanto os papéis do setor industrial desabam, o setor de infraestrutura apresentou ganhos, devido à perspectiva de um boom na construção civil para reconstruir regiões destruídas pelo terremoto e pelo tsunami. As ações das construtoras Kajima e Nishimatsu cresceram 17,9% e 21%. Apesar do dia negativo na Bolsa de Tóquio, o Nomura não acredita em recuo ainda maior nos preços das ações. É que, no caso do também devastador terremoto de Kobe, em 1995, "a produção industrial (japonesa) caiu apenas no mês seguinte". "Em segundo lugar, o governo provavelmente proverá auxílio fiscal às regiões afetadas. Em terceiro, vemos poucos riscos de que o terremoto desencadeie um aumento expressivo no valor do iene", afirma o banco.

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