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Revisão do CadÚnico aponta irregularidades no pagamento de 2,5 milhões de beneficiários do Bolsa Família

Uma das suspeitas é que o governo Jair Bolsonaro tenha feito uma "bagunça" no Cadastro Único visando obter ganhos eleitorais

Wellington Dias (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

247 - O  ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, afirmou, nesta quinta-feira (9), que a revisão do Cadastro Único (CadÚnico) apontou indícios de que cerca de 2,5 milhões de pessoas podem estar recebendo o Bolsa Família indevidamente. Segundo o jornal O Globo,  parte dos casos irregulares “são decorrentes, em sua maioria, da concessão irregular a famílias que constam como divididas apenas para engordar o benefício”.

“Quero ser muito cuidadoso porque estamos lidando com seres humanos, pessoas que foram estimuladas a essa situação (de fracionamento familiar). Temos um foco de mais ou menos de 10 milhões de beneficiários que estão na linha da avaliação de revisão de cadastro. Acreditamos que mais ou menos 2,5 milhões têm grandes indícios de irregularidade”, disse Dias, segundo o jornal O Globo

“Temos, infelizmente, pessoas com renda elevada, com nove salários mínimos, recebendo Bolsa Família. E pessoas sem renda, com fome, que não conseguem acessar [o programa]. É mais que uma atualização de cadastro, é justiça social”, ressaltou o ministro. 

Uma outra suspeita é que o governo Jair Bolsonaro (PL) tenha promovido uma “bagunça” no Cad Único para garantir que famílias recebessem o benefício de forma indevida para obter ganhos eleitorais. 

Segundo Dias, o caso está em investigação e que a revisão dos dados do programa deverá ser concluída nos próximos dias e será apresentada ao  presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seguida. 

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