Ricardo Magro alerta para “apagão” no fornecimento de combustíveis

O advogado e especialista no ramo de combustíveis Ricardo Magro externou a preocupação com um potencial colapso no fornecimento de combustíveis no Brasil nos próximos anos. O argumento de Magro, calçado na perspectiva de melhoria do cenário econômico, projeta uma deficiência no espaço de infraestrutura para importação

O advogado e especialista no ramo de combustíveis Ricardo Magro externou a preocupação com um potencial colapso no fornecimento de combustíveis no Brasil nos próximos anos. O argumento de Magro, calçado na perspectiva de melhoria do cenário econômico, projeta uma deficiência no espaço de infraestrutura para importação
O advogado e especialista no ramo de combustíveis Ricardo Magro externou a preocupação com um potencial colapso no fornecimento de combustíveis no Brasil nos próximos anos. O argumento de Magro, calçado na perspectiva de melhoria do cenário econômico, projeta uma deficiência no espaço de infraestrutura para importação (Foto: Gisele Federicce)

247 - O advogado e especialista no ramo de combustíveis Ricardo Magro externou a preocupação com um potencial colapso no fornecimento de combustíveis no Brasil nos próximos anos. O argumento de Magro, calçado na perspectiva de melhoria do cenário econômico, projeta uma deficiência no espaço de infraestrutura para importação.

"O Brasil atualmente está importando perto de 400 mil barris dias de combustível. Este volume vem tomando o limite do espaço existente no Brasil para importação de derivados. Desta forma, havendo crescimento da economia, que implique em um consumo maior de combustíveis, certamente existe o risco de um apagão no fornecimento", sustenta Magro.

O advogado Ricardo Magro explica ainda que houve mudanças relevantes no perfil das importações brasileiras de combustíveis. Ele lembra que até o final de 2014, período no qual o combustível era subsidiado, a Petrobrás importava e arcava com eventuais prejuízos, já que vendia o produto por um preço abaixo da aquisição. Nesse período, assinala Magro, as distribuidoras que compravam da Petrobrás mantiveram as margens de lucro e cresceram.

A Petrobrás, relembra Magro, subsidiava e as distribuidores aumentavam as margens de lucro e o consumidor não era beneficiado. Agora, frisa o advogado, os lucros foram transferidos para as distribuidoras, especialmente as de grande porte, já que as mesmas detêm maior capacidade de importação.

"É inadmissível que essas distribuidoras sempre ganhem. Antes, quando havia o subsídio e prejuízo para Petrobrás, ganhavam. Agora que a importação virou um bom negócio começaram a importar e seguem ganhando. O governo precisa pedir contrapartidas dos grandes importadores em, por exemplo, investimentos de infraestrutura, seja portuária ou até mesmo em produção. Não é possível esses lucros desproporcionais sem contrapartidas", cobrou Ricardo Magro.

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