Ricos também perdem com Temer e venda de carros de luxo cai 30%

A desastrosa política econômica de Michel Temer não prejudica somente os pobres. O mercado de carros de luxo também foi duramente afetado pelo golpe. Em 2014 e 2015, enquanto as vendas totais caíram 7% e 24%, respectivamente, o segmento premium teve crescimentos robustos de 18% e de 20%. Há dois anos, foram comercializados no País 67,3 mil modelos dessa categoria; a previsão dos executivos do setor, especialmente das marcas que abriram fábricas no País – Audi, BMW, Mercedes-Benz e Land Rover – era atingir vendas anuais de 100 mil veículos em 2016 e depois manter crescimento gradual; a crise, porém, derrubou o volume para 48,6 mil unidades no ano passado, muito próximo ao de 2013, quando essas fábricas ainda não operavam no País e o mercado era abastecido com importados

carro de luxo
carro de luxo (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A desastrosa política econômica de Michel Temer não prejudica somente os pobres. O mercado de carros de luxo também foi duramente afetado pelo golpe. Em 2014 e 2015, enquanto as vendas totais caíram 7% e 24%, respectivamente, o segmento premium teve crescimentos robustos de 18% e de 20%. Há dois anos, foram comercializados no País 67,3 mil modelos dessa categoria. A previsão dos executivos do setor, especialmente das marcas que abriram fábricas no País – Audi, BMW, Mercedes-Benz e Land Rover – era atingir vendas anuais de 100 mil veículos em 2016 e depois manter crescimento gradual. A crise, porém, derrubou o volume para 48,6 mil unidades no ano passado, muito próximo ao de 2013, quando essas fábricas ainda não operavam no País e o mercado era abastecido com importados.

As  informações são de reportagem de Cleide Silva no Estado de S.Paulo.

'De fato a crise chegou um pouco atrasada para nosso segmento, mas no ano passado chegou muito forte”, diz Jörg Hofmann, que acaba de deixar a presidência da Audi do Brasil, após três anos e meio no cargo. 'O que aconteceu no Brasil foi uma situação única: em três anos o mercado total caiu quase à metade, de 3,6 milhões de veículos, em 2013, para 2 milhões, no ano passado'.

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As quatro fabricantes locais e também líderes do mercado premium venderam 41,4 mil veículos no ano passado, sendo que as marcas alemãs tiveram desempenho muito próximos.

A BMW vendeu 11,8 mil automóveis e utilitários (21% a menos que em 2015). A Audi vendeu 11,6 mil (queda de 33%) e a Mercedes, 11,3 mil (queda de 35%). As vendas da Land Rover somaram 6,7 mil unidades, recuo de 24%.

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Para a economista Cristina Helena Pinto de Mello, pró-reitora de Pesquisa da ESPM, os primeiros anos de crise tiveram mais impacto nos empregos, e depois na remuneração. Foi essa segunda fase que afetou mais o segmento de luxo, e veio acompanhada também da maior queda de confiança dos consumidores.

'O carro é um bem desejado, mas hoje há uma reconfiguração no mercado e muitas pessoas estão optando por outros meios de transporte, como o Uber e o táxi.'"

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