Risco para a economia é Bolsonaro, não Lula, diz Delfim Netto

“Bolsonaro seria a continuação do mesmo, até piorado. Ele vai se cansar do Guedes. De forma que, seguramente, o encaminhamento do Lula seria melhor", disse o ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto

Delfim Netto, Lula e Bolsonaro
Delfim Netto, Lula e Bolsonaro (Foto: Reprodução/Youtube | Ricardo Stuckert | Reuters)
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247 - O ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto afirmou, em entrevista ao Poder 360, que a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria melhor para o mercado financeiro do que a reeleição de Jair Bolsonaro no pleito presidencial do próximo ano. “Bolsonaro seria a continuação do mesmo, até piorado. Ele vai se cansar do Guedes. De forma que, seguramente, o encaminhamento do Lula seria melhor [para o mercado financeiro]”, disse. “O mercado nunca progrediu e lucrou tanto como na época do Lula. E o Brasil cresceu no curto prazo. O Lula é um diamante bruto que se cultivou. E mostrou isso no governo”, completou.

Segundo ele, em 2022 “tudo se encaminha para uma disputa entre Bolsonaro e Lula. Tenho um grande respeito pelo Lula. A administração dele foi muito boa. Não podemos confundi-la com a da Dilma. A Dilma era voluntariosa, tinha ímpetos complicados. Basta ver a tragédia que ela fez no setor elétrico. O governo Lula não fez nada disso. Ele encontrou uma situação bastante favorável. E soube aproveitá-la. O Brasil recuperou o crescimento”.

Delfim também ressaltou que o governo não sabe como agir diante das dificuldades e que, no momento, enfrenta a "tempestade perfeita”. “Na minha opinião, a combinação do atual governo com a pandemia e o aquecimento global é a tempestade perfeita”, afirmou. “As dificuldades são políticas. Estamos com um sistema disfuncional. As pessoas disputam fortemente separadas em grupos antagônicos. Não há diálogo, não há compreensão”, avaliou.

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Ainda de acordo com o ex-ministro, o governo Bolsonaro é mais militarizado que no período da ditadura. “Seguramente o governo Bolsonaro é mais militarizado. Nos governos militares, a administração era civil. Você tinha militares no governo, mas competentes. Vamos comparar o [ex-ministro Mario] Andreazza com o [ex-ministro da Saúde, Eduardo] Pazuello. É muito diferente”, disse.

“Essa administração trouxe de volta o tenentismo, que desgraçou o Brasil durante muito tempo”, lamentou. “As 3 Forças não pertencem ao governo. São do Estado. O papel delas é a defesa da pátria. Não intervir na política”, destacou. Delfim, porém, descartou a possibilidade de um golpe com o apoio das Forças Armadas. “De jeito nenhum. As Forças Armadas profissionais são fiéis à Constituição. A formação hoje é muito diferente do passado”, afirmou.

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