Ritmo de arrecadação cai e vai a 1,08% em agosto

A arrecadação do governo federal registrou alta real de 1,08% em agosto sobre igual mês do ano passado, a R$ 109,751 bilhões, pior ritmo deste ano, segundo a Receita Federal Esta foi a menor alta mensal registrada em 2018; no acumulado de 2018, houve crescimento real de 6,94% na arrecadação, a R$ 953,621 bilhões

Ritmo de arrecadação cai e vai a 1,08% em agosto
Ritmo de arrecadação cai e vai a 1,08% em agosto (Foto: USP Imagens)

Reuters - A arrecadação do governo federal registrou alta real de 1,08 por cento em agosto sobre igual mês do ano passado, a 109,751 bilhões de reais, ainda ajudada pelas receitas com royalties do petróleo, mas no pior ritmo deste ano, divulgou a Receita Federal nesta sexta-feira.

Moedas de um real em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Esta foi a menor alta mensal registrada em 2018 e veio após expansão de 12,83 por cento em julho. Mesmo assim, representou o melhor desempenho para um mês de agosto desde 2014, quando a arrecadação foi de 120,249 bilhões de reais, em dado corrigido pela inflação.

No mês, a receita administrada pela Receita, linha que abarca o recolhimento de impostos, subiu 0,63 por cento, em termos reais, sobre agosto do ano passado, a 107,182 bilhões de reais.

Já a receita administrada por outros órgãos, que é fortemente sensibilizada pelos royalties do petróleo, teve alta de 24,63 por cento na mesma base de comparação, a 2,569 bilhões de reais.

No acumulado de 2018, houve crescimento real de 6,94 por cento na arrecadação, a 953,621 bilhões de reais, em meio ao impulso dado pelos royalties do petróleo, embalados pelo avanço do dólar e do preço da commodity no mercado externo.

Segundo a Receita, a recuperação econômica também tem contribuído para o desempenho da arrecadação, ainda que o fôlego exibido pela atividade esteja sendo menor que o inicialmente esperado.

O governo iniciou 2018 prevendo uma alta de 3 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje, a estimativa é de um avanço de 1,6 por cento, sendo que o mercado vê uma expansão ainda mais tímida, de 1,36 por cento, conforme boletim Focus mais recente.

Olhando apenas para os impostos, o resultado de agosto foi puxado principalmente pela alta de 10,53 por cento com o recolhimento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), num acréscimo de 1,395 bilhão de reais sobre agosto de 2017.

Em apresentação, a Receita avaliou que o avanço se deve à melhora do resultado das empresas, além da redução nos valores compensados contra a estimativa real.

Outro destaque foi a elevação de 28,78 por cento no Imposto de Importação e IPI-Vinculado em agosto sobre um ano antes, num ganho de 1,289 bilhão de reais. Nesse caso, a valorização do dólar tem beneficiado a arrecadação, ao aumentar a base sobre a qual incidem os tributos. O valor em dólar das importações cresceu 32,40 por cento em agosto sobre um ano antes, disse a Receita.

A moeda norte-americana tem reagido aos desdobramentos da cena externa, com a normalização monetária nos Estados Unidos, e à cena doméstica, em meio às incertezas ligadas às eleições presidenciais de outubro e à capacidade do novo ocupante do Palácio do Planalto de tocar as reformas econômicas.

Contando com a alta real da arrecadação neste ano, o governo tem reiterado que cumprirá a meta fiscal, de déficit primário de 159 bilhões de reais para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência).

Por Marcela Ayres

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