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Economia

Rodada Doha: dez anos e fracasso iminente

Embate entre pases industrializados e emergentes pode transformar dez anos de discusses em nada, alerta Pascal Lamy

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247 (Com agências internacionais)_ É comum as rodadas de negociações do comércio exterior demorarem muito tempo sem um consenso de interesses entre as nações participantes. Com a rodada Doha (capital do Catar) não está sendo diferente. As discussões começaram em novembro de 2001, estão próximas de completar 10 anos, e ainda assim há dificuldade num entendimento entre 153 países-membros. Nesta semana, o secretário-geral da OMC, Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, advertiu que as divergências para um acordo mundial de livre comércio são “insuperáveis no momento”. Um tom pessimista que veio com a publicação de centenas de páginas de documentos reunidos nos anos de discussões.

Diante das reuniões dos últimos meses, Lamy demonstrou grande pesar com o risco da Rodada Doha fracassar. “Acho que se trata de um real abismo político, que no momento não pode ser superado" escreveu Lamy na apresentação dos documentos. A publicação foi uma estratégia de Lamy para agilizar as negociações emperradas desde 2008. Desta vez, o embate está sendo entre os países emergentes e os industrializados. União Européia e Estados Unidos querem que as taxas de importação de produtos manufaturados sejam reduzidas. A proposta é rejeitada por Índia, China e Brasil diante da suspeita de que haja interesses de grandes empresas privadas pelo livre acesso aos mercados.

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Brasil x EUA

O Itamaraty acusa os Estados Unidos como responsáveis pela crise na OMC pela exigência de  total abertura dos mercados no setor industrial do Brasil, da China e da Índia. O governo busca alternativas à negociação de uma década. Uma delas seria abandonar o projeto da Rodada Doha e fechar tratados menores, diante de preocupações com a credibilidade da OMC.

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Para se ter uma idéia, as concessões no setor agrícola que são o maior interesse do Brasil exigem uma contrapartida significativa na abertura no setor industrial brasileiro para os Estados Unidos. Nada menos que isenção tarifária para 1/3 dos mais de três mil produtos comercializados entre os dois países. Exigências semelhantes também são feitas para China e Índia. As próximas conversas sobre estes e outros interesses no comércio exterior estão previstas para dia 29 de abril, na próxima reunião da Rodada Doha, em Genebra.

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