Salário mínimo deve perder valor de compra em 2018

Michel Temer assinou, na sexta-feira (29), o reajuste do salário mínimo para 2018: 1,81%, aumentando a remuneração para R$ 954 ou R$ 17 a mais em relação ao valor anterior; caso as previsões para a inflação se confirmem, o poder de compra do salário mínimo vai cair durante o ano de 2018 e será 1,2% menor do que o de 2017; desde 1996, o poder de compra do mínimo só havia caído em 2015

Cédulas de dinheiro. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Cédulas de dinheiro. Foto: Marcos Santos/USP Imagens (Foto: Charles Nisz)

247 - Michel Temer assinou, na sexta-feira (29), o reajuste do salário mínimo para 2018: 1,81%, aumentando a remuneração para R$ 954 ou R$ 17 a mais em relação ao valor anterior. Caso as previsões para a inflação se confirmem, o poder de compra do salário mínimo vai cair durante o ano de 2018. O economista Francisco Pessoa, da LCA Consultores, diz que o poder de compra do mínimo, na média de 2018, será 1,2% menor do que o de 2017. Desde 1996, o poder de compra do mínimo, na média do ano, só havia caído em uma única oportunidade, em 2015.

Para Pessoa, a "perda" do poder de compra do mínimo tende a gerar desconforto em parcela expressiva da população (e do eleitorado) e também diminuir a massa de rendimentos na economia. A LCA projeta alta real de 3,2% na massa de rendimentos em 2018, percentual quase idêntico ao deste ano, quando subiu 3,3%. A fatia da população afetada por essa perda salarial é de 39 milhões de pessoas, ou 24% da população acima de 14 anos.

Em 2018 não haverá um único partido ou candidato que possa dizer que o poder de compra do mínimo e o emprego são seus legados. Ao longo da recente recessão, mais de 7 milhões de pessoas perderam seus empregos ou não arrumaram um quando chegaram ao mercado de trabalho, elevando o contingente de desempregados para 13,7 milhões de pessoas. Desde então, 1,2 milhão de pessoas já saíram do desemprego. Mesmo que o emprego cresça com força, em outubro mais de 10 milhões ainda estarão nesta situação. E dos que voltaram ao mercado de trabalho, poucos o fizeram com carteira de trabalho assinada.

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